A pesquisa Quaest revelou um cenário desafiador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com sua aprovação em torno de 30% e desaprovação alcançando 69%. Em contraste, governadores de oposição, como Tarcísio Gomes de Freitas (SP) e Ronaldo Caiado (GO), apresentam índices de aprovação superiores a 60%. Essa diferença reflete um descontentamento generalizado […]
A pesquisa Quaest revelou um cenário desafiador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com sua aprovação em torno de 30% e desaprovação alcançando 69%. Em contraste, governadores de oposição, como Tarcísio Gomes de Freitas (SP) e Ronaldo Caiado (GO), apresentam índices de aprovação superiores a 60%. Essa diferença reflete um descontentamento generalizado da população em relação ao governo federal, mesmo diante de desafios como a violência enfrentada pelos governadores.
O levantamento também destaca que, pela primeira vez, a desaprovação de Lula supera a aprovação em estados do Nordeste, tradicionalmente favoráveis ao PT, como Bahia e Pernambuco. A inflação de alimentos, impulsionada pela alta do dólar e dos insumos, é vista como a principal responsável pela queda na popularidade do presidente. Integrantes do governo atribuem a situação ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e ao impacto de suas políticas sobre o mercado financeiro.
Além disso, a pesquisa indica que a insatisfação com o governo Lula não se limita a São Paulo e Minas Gerais, mas se estende a outros estados, onde a desaprovação é significativa. Em Minas, por exemplo, Lula tem 35% de aprovação, enquanto o governador Romeu Zema (Novo) registra 62%. A situação é similar no Paraná, onde Ratinho Júnior (PSD) alcança 81% de aprovação, contrastando com os 29% de Lula.
A pesquisa também sugere que a comunicação do governo precisa ser modernizada para atingir um público mais amplo, uma vez que a percepção de fragilidade e a falta de novidades têm gerado desinteresse. A oposição, especialmente a de direita, tem se mostrado mais eficaz em mobilizar a opinião pública, colocando Lula em uma posição delicada à medida que se aproxima a eleição de 2026.
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