A Polícia Rodoviária Federal (PRF) decidiu cancelar todos os acordos de cooperação técnica com os Ministérios Públicos estaduais e com a Polícia Federal (PF). A determinação foi anunciada pelo diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira. Com essa medida, os agentes que atuavam em parceria com os Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime […]
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) decidiu cancelar todos os acordos de cooperação técnica com os Ministérios Públicos estaduais e com a Polícia Federal (PF). A determinação foi anunciada pelo diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira. Com essa medida, os agentes que atuavam em parceria com os Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaecos) e com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) deverão retornar às suas unidades de origem.
As colaborações anteriores resultaram em operações significativas, como a “Fim da Linha”, que investigou a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e a “Salus et Dignitas”, focada no crime organizado na região da Cracolândia. Oliveira justificou a suspensão da cooperação devido a uma “fragilidade jurídica” identificada pelo Ministério da Justiça, que, segundo ele, não oferece segurança jurídica suficiente para a continuidade das ações conjuntas.
O diretor-geral também mencionou que a solução para restabelecer as parcerias com os Ministérios Públicos e a PF em investigações sobre crime organizado passa pela aprovação da PEC da Segurança, cuja tramitação está atualmente estagnada no Congresso Nacional. Oliveira planeja agendar uma reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Passos, para discutir formas de restabelecer a cooperação sem comprometer as atividades de ambas as corporações, que são subordinadas ao Ministério da Justiça.
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