O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre um suposto desvio de R$ 4,86 milhões por parte de Alexsandro Broedel Lopes, ex-diretor financeiro do Itaú Unibanco, que deve assumir um cargo no Santander. O Itaú alega que Broedel se apropriou indevidamente de fundos entre 2019 e 2024, utilizando uma empresa intermediária para redirecionar valores […]
O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre um suposto desvio de R$ 4,86 milhões por parte de Alexsandro Broedel Lopes, ex-diretor financeiro do Itaú Unibanco, que deve assumir um cargo no Santander. O Itaú alega que Broedel se apropriou indevidamente de fundos entre 2019 e 2024, utilizando uma empresa intermediária para redirecionar valores a suas contas. O banco processou o ex-executivo, que nega as acusações, considerando-as infundadas.
Recentemente, a Justiça de São Paulo bloqueou a venda da casa de Broedel, avaliada em R$ 10 milhões, a pedido do Itaú, que argumenta que o executivo pode precisar do imóvel para pagar uma indenização de R$ 3,35 milhões. A juíza Larissa Gaspar Tunala concordou com a restrição, destacando a “delicada situação financeira” de Broedel, que atualmente reside na Espanha. A defesa do executivo afirma que a casa não foi bloqueada, mas que a decisão apenas registra a ação de indenização.
O Itaú também alega que Broedel não informou sobre sua empresa e atividades externas como consultor, contratando 40 consultorias durante seu tempo no banco. A falta de alguns relatórios sugere que os serviços podem não ter sido prestados. O MPF orientou a polícia a abrir uma investigação criminal sobre o caso, enquanto Broedel, ex-professor da Universidade de São Paulo e ex-diretor da CVM, reafirma sua inocência e pretende contestar as acusações judicialmente.
Um porta-voz do Santander defendeu Broedel, afirmando que ele é um executivo respeitado e que a instituição está monitorando a situação. O executivo deve assumir o cargo de diretor de contabilidade do Santander ainda em 2024, após receber a autorização regulatória necessária. A nomeação, inicialmente prevista para março, foi adiada para junho, mas segundo o banco, não houve mudanças no processo.
Entre na conversa da comunidade