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Maaloula luta para preservar o aramaico e sua herança cristã em meio à incerteza

- Maaloula, cidade síria, é um dos últimos locais que fala aramaico, língua de Jesus. - Após a queda de Assad, moradores relatam vandalismo e intimidação à minoria cristã. - Carta enviada ao novo governo islâmico pede proteção e segurança para cristãos. - A cidade ainda enfrenta consequências da guerra, com muitos residentes não retornando. - Líderes religiosos esperam que o novo governo garanta a preservação da cultura local.

Na antiga cidade síria de Maaloula, onde ainda se fala aramaico, a situação dos moradores se tornou precária após a queda do ex-presidente Bashar Assad. A cidade, localizada a cerca de 60 quilômetros de Damasco, abriga os dois mais antigos mosteiros ativos da Síria, mas muitos residentes temem por seu futuro. Durante uma liturgia na […]

Na antiga cidade síria de Maaloula, onde ainda se fala aramaico, a situação dos moradores se tornou precária após a queda do ex-presidente Bashar Assad. A cidade, localizada a cerca de 60 quilômetros de Damasco, abriga os dois mais antigos mosteiros ativos da Síria, mas muitos residentes temem por seu futuro. Durante uma liturgia na Igreja de São Jorge, alguns moradores relataram casos de saques e assédio direcionados à sua minoria religiosa, evidenciando a insegurança que persiste na região.

O padre Jalal Ghazal compartilhou um incidente em que encontrou apartamentos de clérigos vandalizados, com garrafas de vinho jogadas de um balcão. Ele expressou preocupação com a possibilidade de assassinatos direcionados, lembrando os horrores da guerra civil que durou treze anos. Os cristãos da região se sentem injustamente acusados de apoiar Assad, que se apresentava como protetor das minorias.

Recentemente, os moradores de Maaloula enviaram uma carta ao novo governo islâmico da Síria, liderado por Ahmad al-Sharaa, solicitando a proteção dos cristãos e a preservação de sua cultura. Apesar das promessas, a situação não melhorou, e os clérigos locais buscam diálogo com as autoridades. A cidade ainda carrega as cicatrizes da guerra, com muitos residentes que fugiram durante os conflitos não retornando.

Os líderes religiosos de Maaloula pedem mais segurança, especialmente após um breve reforço policial durante o Natal. O padre Fadi Bargeel enfatiza a importância de ensinar a língua aramaica às novas gerações, enquanto os poucos moradores restantes tentam manter suas tradições. A esperança persiste entre eles, com alguns acreditando que o novo governo poderá garantir um futuro mais seguro e inclusivo para os cristãos da região.

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