Na quinta-feira (27), o Ministro dos Transportes, Renan Filho, deu início à agenda de leilões de rodovias de 2024 na B3, em São Paulo, com a concessão da Rota Agro Norte (BR-364/RO). O consórcio formado pelo Opportunity e o fundo 4UM Investimentos foi o único proponente. Este leilão marca o primeiro de um total de […]
Na quinta-feira (27), o Ministro dos Transportes, Renan Filho, deu início à agenda de leilões de rodovias de 2024 na B3, em São Paulo, com a concessão da Rota Agro Norte (BR-364/RO). O consórcio formado pelo Opportunity e o fundo 4UM Investimentos foi o único proponente. Este leilão marca o primeiro de um total de quinze previstos para este ano, o que representa o maior volume anual da história. Nos dois primeiros anos do governo atual, foram realizados nove leilões, enquanto na gestão anterior ocorreram apenas seis.
Renan Filho, que é filho do senador Renan Calheiros, destacou que o aumento no número de leilões se deve a uma nova modelagem dos contratos, que visa mitigar riscos e aumentar a concorrência. A média de quilometragem por leilão permanece em torno de 500 a 600 km, o que não exige investimentos excessivos. O ministro explicou que, ao compartilhar riscos, como deslizamentos ou intempéries climáticas, o governo torna os projetos mais atraentes para investidores privados, que anteriormente se mostravam relutantes.
O ministro também mencionou que o Brasil precisa de uma transformação em sua infraestrutura a cada década. Em 2022, o investimento em transportes foi de US$ 1,4 bilhão, comparado a US$ 20 bilhões anuais projetados pelo governo atual. Ele ressaltou que, ao passar a gestão das rodovias para a iniciativa privada, a manutenção e adequação das estradas ficam a cargo dos usuários, o que é considerado um modelo mais justo socialmente.
Quanto ao programa de concessão de ferrovias, Renan Filho anunciou que está prestes a ser lançado, começando pela Ferrovia Integração Centro-Oeste (FICO) e Ferrovia Integração Leste-Oeste (FIOL). O governo planeja realizar o primeiro leilão até o final do ano, dependendo do sucesso das audiências públicas. Este novo modelo de concessão, que envolve um aporte público para atrair investimentos privados, já é utilizado em outros países e visa acelerar o desenvolvimento ferroviário no Brasil.
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