Cerca de 7.000 pessoas que eram forçadas a trabalhar em fábricas de golpes online em Mianmar serão repatriadas a partir da próxima semana, conforme anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Tailândia, Nikorndej Balankura. Dentre os resgatados, 5.000 são chineses e os demais se dividem entre diversas nacionalidades. O resgate ocorreu em operações […]
Cerca de 7.000 pessoas que eram forçadas a trabalhar em fábricas de golpes online em Mianmar serão repatriadas a partir da próxima semana, conforme anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Tailândia, Nikorndej Balankura. Dentre os resgatados, 5.000 são chineses e os demais se dividem entre diversas nacionalidades. O resgate ocorreu em operações contra o tráfico humano na fronteira entre Mianmar e Tailândia, após uma reunião entre representantes dos três países para um acordo de combate ao crime transnacional.
Os trabalhadores libertados enfrentam condições precárias em campos de detenção na Tailândia, enquanto aguardam a repatriação. Balankura informou que os cidadãos chineses serão os primeiros a serem enviados de volta, com um plano de repatriação de 1.000 pessoas por semana. As operações de fraude cibernética em Mianmar atraem trabalhadores com promessas de empregos bem remunerados, mas os mantêm reféns, forçando-os a cometer fraudes online sob ameaças e abusos.
Recentemente, dois brasileiros, Luckas Viana dos Santos e Phelipe de Moura Ferreira, conseguiram retornar ao Brasil após meses de cativeiro. Ambos foram atraídos por ofertas de emprego que se revelaram falsas, levando-os a situações de tráfico humano. Dos Santos relatou que sonhava com um trabalho melhor, mas acabou sendo vítima de tráfico, enquanto Ferreira foi enganado por uma vaga em um call center na Tailândia.
As Nações Unidas estimam que até 120.000 pessoas, muitas delas chinesas, podem estar trabalhando em centros de golpes em Mianmar contra sua vontade. Os dois brasileiros, que foram resgatados com a ajuda da ONG “The Exodus Road”, relataram experiências de tortura e ameaças de morte durante o cativeiro. Eles planejaram uma fuga em grupo, que culminou em seu resgate por agentes do DKBA, um grupo insurgente local.
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