O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou que o governo apresentará uma moção de confiança no Parlamento, onde não possui maioria. Essa proposta permitirá que os partidos decidam se o governo deve continuar ou se novas eleições serão convocadas. Uma votação contrária ao governo pode resultar na queda de Montenegro, especialmente após um escândalo envolvendo […]
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou que o governo apresentará uma moção de confiança no Parlamento, onde não possui maioria. Essa proposta permitirá que os partidos decidam se o governo deve continuar ou se novas eleições serão convocadas. Uma votação contrária ao governo pode resultar na queda de Montenegro, especialmente após um escândalo envolvendo sua empresa familiar, a Spinumviva.
Montenegro, em pronunciamento, afirmou: “Não queremos uma crise política, mas ela pode ser inevitável.” A Spinumviva, fundada por ele, recebe cerca de € 9 mil mensais de várias empresas por serviços de consultoria e proteção de dados. A empresa Solverde, que opera cassino e hotel, é responsável por 30% do faturamento da Spinumviva, pagando € 4,5 mil mensais. João Rui Ferreira, secretário de Estado da Economia, é parente dos proprietários da Solverde.
Após o surgimento do escândalo, Montenegro esclareceu que deixou a empresa com seus filhos, que já eram sócios, e retirou sua esposa da sociedade. Ele instou os partidos a se manifestarem sobre se acreditam que o governo ainda possui condições de executar seu programa. “Sem a resposta, a clarificação política exigirá a confirmação dessas condições no Parlamento,” disse ele.
O Partido Socialista, a maior sigla da oposição, e o Chega, de ultradireita, já declararam que não apoiarão a moção de confiança. O Partido Comunista Português (PCP) anunciou que protocolará uma moção de censura, que não impediria a apresentação da moção de confiança do governo. Caso o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decida dissolver o Parlamento, será a terceira vez em três anos.
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