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Deportado após 20 anos nos EUA, salvadorenho descreve a realidade como ‘pesadelo americano’

- José Maximino Amaya, deportado após 20 anos nos EUA, perdeu tudo rapidamente. - Ele foi preso em janeiro, cinco dias após a volta de Trump ao poder. - Sua esposa também enfrenta deportação, deixando os filhos com residência legal. - A consultora Celia Medrano critica o tratamento desumano a migrantes nos EUA. - Deportações ameaçam a economia de El Salvador, que depende de remessas.

José Maximino Amaya, de cinquenta anos, viveu por vinte anos nos Estados Unidos, mas perdeu tudo após ser detido e deportado para El Salvador em um voo fretado por Washington. Ele foi preso enquanto se dirigia ao trabalho, em 25 de janeiro, apenas cinco dias após o retorno de Donald Trump à presidência. Amaya chegou […]

José Maximino Amaya, de cinquenta anos, viveu por vinte anos nos Estados Unidos, mas perdeu tudo após ser detido e deportado para El Salvador em um voo fretado por Washington. Ele foi preso enquanto se dirigia ao trabalho, em 25 de janeiro, apenas cinco dias após o retorno de Donald Trump à presidência. Amaya chegou aos Estados Unidos em maio de 2005, mas nunca regularizou sua situação migratória, evitando problemas com a lei para não ser detectado.

Após a deportação, Amaya voltou para casa sem bagagem, vestindo apenas as roupas que usava. Sua esposa, também em situação irregular, foi presa no mesmo dia e enfrenta um processo de deportação. O casal deixou para trás o carro, contas bancárias e todos os móveis em Nova Jersey, enquanto seus três filhos, que têm residência legal, permanecem nos Estados Unidos. Amaya expressou preocupação com a situação de sua família, que agora está sozinha.

A consultora de direitos humanos Celia Medrano criticou o tratamento dado aos migrantes nos Estados Unidos, afirmando que seus direitos fundamentais não estão sendo respeitados. Segundo ela, os migrantes são tratados como criminosos apenas por buscarem uma vida melhor. Amaya, ao retornar a El Salvador, foi recebido por familiares e descreveu sua experiência nos Estados Unidos como um “pesadelo americano”.

Cerca de 2,5 milhões de salvadorenhos vivem nos Estados Unidos, enviando remessas que são cruciais para a economia de El Salvador. Em 2024, o país recebeu US$ 8,4 bilhões em remessas, representando 23% do PIB. As deportações em massa promovidas por Trump podem impactar significativamente essa economia, afetando famílias que dependem desse suporte financeiro. Amaya, que trabalhava na construção civil, enviava dinheiro regularmente para seu pai, ressaltando a importância desse auxílio em um contexto econômico desafiador.

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