A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, criticou as denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seu marido, Jair Bolsonaro, e outras 33 pessoas, relacionadas a uma suposta trama golpista. Em entrevista ao site O Antagonista, ela afirmou que parte da acusação se baseia em uma delação obtida por meio de “ameaças e […]
A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, criticou as denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seu marido, Jair Bolsonaro, e outras 33 pessoas, relacionadas a uma suposta trama golpista. Em entrevista ao site O Antagonista, ela afirmou que parte da acusação se baseia em uma delação obtida por meio de “ameaças e práticas que mais parecem uma tortura psicológica”. A PGR alega que o ex-presidente tentou se perpetuar no poder e impedir a posse do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de 15 dias para que os denunciados se manifestem, com término em 6 de março. Michelle destacou que a denúncia tem sido criticada por juristas e por pessoas que tradicionalmente apoiaram a esquerda, insinuando que as acusações surgem em momentos de crise do governo Lula. Ela declarou que “é estranho perceber que sempre que o governo Lula está encurralado, aparece algo relacionado ao presidente Bolsonaro”.
Além de comentar sobre as denúncias, Michelle também falou sobre seu futuro político, mencionando especulações sobre uma possível candidatura ao Senado em 2026. Contudo, ela afirmou que ainda não tomou uma decisão concreta, ressaltando que “as candidaturas só serão registradas em 2026” e que há muito tempo para decidir.
A PGR acusa Bolsonaro de crimes como organização criminosa armada e golpe de Estado, alegando que ele foi o líder de um grupo que planejou interferir nas eleições de 2022. A investigação aponta que ele analisou e pediu mudanças em uma minuta que incluía a prisão de ministros do STF e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. A proposta envolvia acionar as Forças Armadas como um “poder moderador” para reverter o resultado eleitoral, alegando decisões “inconstitucionais” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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