A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou neste domingo (2) que apresentará um plano para o “rearmamento da Europa” na próxima semana, visando reforçar a segurança do bloco. A declaração foi feita após a cúpula sobre defesa e segurança da Ucrânia, realizada em Londres, onde ela enfatizou a necessidade de aumentar os […]
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou neste domingo (2) que apresentará um plano para o “rearmamento da Europa” na próxima semana, visando reforçar a segurança do bloco. A declaração foi feita após a cúpula sobre defesa e segurança da Ucrânia, realizada em Londres, onde ela enfatizou a necessidade de aumentar os investimentos em defesa, após um período de subinvestimento. O plano será revelado aos líderes europeus durante uma cúpula da União Europeia em Bruxelas.
Von der Leyen destacou a importância de garantir a segurança da Ucrânia, afirmando que o país precisa de “garantias de segurança” para se fortalecer e se proteger. Ela mencionou a necessidade de desenvolver escudos aéreos avançados e transformá-la em um “porco-espinho de aço” para dificultar invasões. A reunião em Londres, organizada pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, contou com a presença de mais de 19 líderes, incluindo o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Starmer, por sua vez, ressaltou que é um “momento único de uma geração” para intensificar o apoio à Ucrânia e à segurança europeia. Ele anunciou que o Reino Unido, a França e a Ucrânia trabalharão juntos em um plano de cessar-fogo a ser apresentado aos Estados Unidos. O primeiro-ministro britânico também se comprometeu a atuar como mediador para restaurar as negociações de paz, enfatizando a necessidade de uma coalizão europeia unida.
A cúpula em Londres ocorre em um contexto de crescente tensão, após um desentendimento entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky na Casa Branca, onde Trump criticou Zelensky e ameaçou cortar a ajuda dos EUA à Ucrânia. Durante a reunião, líderes europeus discutiram a importância de fortalecer a posição da Ucrânia e a necessidade de a Europa se preparar para defender a si mesma, caso os Estados Unidos retirem seu apoio militar e nuclear.
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