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André Janones denuncia militares acusados de assassinar Rubens Paiva após Oscar

- O deputado André Janones revelou nomes de militares envolvidos na morte de Rubens Paiva. - O filme "Ainda Estou Aqui" venceu o Oscar e retrata a luta de Eunice Paiva por justiça. - A reabertura do inquérito sobre o caso traz novas esperanças à família Paiva. - Protestos contra o general Belham ocorrem em sua residência no Rio de Janeiro. - A reportagem de 1986 confirmando o crime foi exibida durante o Oscar 2025.

O deputado federal André Janones (Avante-MG) utilizou a premiação do Oscar para destacar os acusados de assassinato do ex-deputado Rubens Paiva. Em suas redes sociais, ele mencionou os nomes dos militares José Antônio Nogueira Belham e Raymundo Ronaldo Campos, sendo que o primeiro está vivo e o segundo já faleceu. Janones criticou a impunidade dos […]

O deputado federal André Janones (Avante-MG) utilizou a premiação do Oscar para destacar os acusados de assassinato do ex-deputado Rubens Paiva. Em suas redes sociais, ele mencionou os nomes dos militares José Antônio Nogueira Belham e Raymundo Ronaldo Campos, sendo que o primeiro está vivo e o segundo já faleceu. Janones criticou a impunidade dos acusados, que, segundo ele, recebem pensões pagas com impostos. Belham, general da reserva, reside na Zona Sul do Rio de Janeiro e recebe R$ 35.991,46 de aposentadoria, enquanto Jacy Ochsendorf, outro acusado, mora em Angra dos Reis e recebe R$ 23.457,15.

O filme “Ainda Estou Aqui”, que ganhou o Oscar de melhor filme internacional, retrata a luta de Eunice Paiva para descobrir o paradeiro de seu marido, desaparecido por quarenta anos. A obra é baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, filho do ex-deputado, e evidencia a brutalidade do regime militar. A morte de Rubens Paiva ocorreu no DOI-Codi do Rio de Janeiro, onde ele foi torturado. A Comissão da Verdade confirmou que ele foi assassinado por militares, e a denúncia feita por Eunice ainda está em andamento na Comissão Nacional de Direitos Humanos.

Durante a cerimônia do Oscar, um trecho de uma reportagem de VEJA de 1986 foi exibido, confirmando a morte de Paiva. O general Raimundo Ronaldo Campos e o tenente Jurandir Ochsendorf foram citados como envolvidos no crime. Campos, que na época era capitão, e Ochsendorf, sargento, participaram de uma operação para encobrir o assassinato. A versão oficial da época alegava que Paiva havia fugido, mas essa narrativa é contestada por novas evidências e depoimentos que surgem, como o do médico Amilcar Lobo, que afirmou ter visto Paiva em uma cela.

A reabertura do caso de Rubens Paiva levanta questões sobre a responsabilidade do Estado e a necessidade de justiça. O Ministério do Exército, em nota, reafirmou a versão de que Paiva fugiu, mas essa afirmação é desafiada por testemunhos que indicam o contrário. A busca pela verdade sobre o que ocorreu nos anos de repressão militar continua, refletindo a luta por justiça e memória histórica no Brasil.

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