Joël Le Scouarnec, cirurgião acusado de abusar sexualmente de 299 pacientes, incluindo muitos menores, começou a ser julgado em Vannes, França. Durante o interrogatório, ele afirmou ter vivido duas vidas: uma profissional e outra dedicada à pedofilia. Le Scouarnec admitiu que sua atividade pedófila era separada de sua carreira médica, mas reconheceu que abusou de […]
Joël Le Scouarnec, cirurgião acusado de abusar sexualmente de 299 pacientes, incluindo muitos menores, começou a ser julgado em Vannes, França. Durante o interrogatório, ele afirmou ter vivido duas vidas: uma profissional e outra dedicada à pedofilia. Le Scouarnec admitiu que sua atividade pedófila era separada de sua carreira médica, mas reconheceu que abusou de sua posição para cometer crimes contra crianças. Ele também mencionou que assistia a vídeos de pornografia infantil durante o horário de trabalho, o que poderia ter impactado sua prática.
O médico, que já havia sido condenado anteriormente por crimes semelhantes, descreveu seus diários, onde relatava os abusos, como “sórdidos” e “vulgares”. Esses textos, apreendidos em 2017, ajudaram a identificar cerca de 300 vítimas. Le Scouarnec negou que traumas de infância pudessem ter influenciado seu comportamento, afirmando não ter lembranças de ter sido vítima de abusos. No entanto, ele reconheceu a gravidade de seus atos e expressou um desejo de entender sua condição, afirmando ter buscado ajuda psicológica na prisão.
Durante o julgamento, ele se declarou “responsável” por suas ações, mas as vítimas presentes no tribunal expressaram desconfiança em relação à sinceridade de suas declarações. O advogado de Le Scouarnec argumentou que ele está ciente do sofrimento que causou e deseja confrontar suas vítimas para entender melhor o impacto de seus atos. O caso levanta questões sobre a possibilidade de prevenção de crimes, uma vez que Le Scouarnec já havia sido condenado anteriormente, mas continuou a exercer a medicina.
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