A ofensiva legal nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, envolve a Trump Media & Technology Group (TMTG), empresa de Donald Trump. O processo, que alega censura, é impulsionado pela TMTG e pela plataforma de vídeos Rumble, que compete com o YouTube e é associada à extrema direita. A […]
A ofensiva legal nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, envolve a Trump Media & Technology Group (TMTG), empresa de Donald Trump. O processo, que alega censura, é impulsionado pela TMTG e pela plataforma de vídeos Rumble, que compete com o YouTube e é associada à extrema direita. A TMTG controla a rede social Truth Social, criada por Trump em 2022 após seu banimento de plataformas como Twitter e Facebook, em decorrência do ataque ao Capitólio em janeiro de 2021.
Trump, embora tecnicamente afastado da TMTG, influencia a situação por meio de Chris Pavlovski, CEO do Rumble, que se posiciona como porta-voz dos interesses do ex-presidente. Recentemente, Pavlovski atacou Moraes no X, mencionando uma possível disputa judicial. Além disso, o Departamento de Estado dos EUA criticou Moraes, afirmando que suas ações contra empresas americanas são incompatíveis com valores democráticos, o que gerou uma resposta do Itamaraty, repudiando a politização das decisões judiciais.
A crítica à atuação de Moraes é reforçada por figuras como Elon Musk, que também se opõe ao ministro nas redes sociais. Musk já enfrentou o STF, resultando no bloqueio do X no Brasil por quarenta dias, em retaliação a suas declarações. Especialistas, como Elaini Silva, da USP, veem essa movimentação como uma tentativa de interferência na soberania de outros países, alertando para a violação do direito internacional.
O cerne da ação legal envolve o influenciador bolsonarista Allan dos Santos, que vive na Flórida e é foragido da Justiça brasileira. Ele alega que a ordem de Moraes para bloquear seus canais no Rumble fere a Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão. Atualmente, seus canais estão inacessíveis no Brasil devido à decisão do ministro, assim como o próprio site do Rumble.
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