O Vaticano determinou a expulsão de José María Martínez Sanz, professor do Opus Dei, condenado por abusos sexuais no caso Gaztelueta, em Leioa (Bizkaia). A decisão foi confirmada por fontes do portal Religión Digital. Em setembro de 2020, o Supremo Tribunal espanhol o sentenciou a dois anos de prisão por abusos continuados, após uma condenação […]
O Vaticano determinou a expulsão de José María Martínez Sanz, professor do Opus Dei, condenado por abusos sexuais no caso Gaztelueta, em Leioa (Bizkaia). A decisão foi confirmada por fontes do portal Religión Digital. Em setembro de 2020, o Supremo Tribunal espanhol o sentenciou a dois anos de prisão por abusos continuados, após uma condenação anterior de onze anos pela Audência Provincial de Bizkaia. A justiça eclesiástica havia arquivado o caso, mas o Papa interveio em agosto de 2022, solicitando uma nova investigação por um bispo não vinculado ao Opus.
O documento que fundamenta a expulsão destaca a gravidade dos atos cometidos contra um menor, conforme o artigo 30.1 do Código de Direito Particular do Opus Dei. Entre os abusos citados estão perguntas inapropriadas sobre sexualidade, exibição de imagens eróticas e toques indevidos. Embora não tenha sido comprovada a masturbação ou penetração, a investigação canônica considerou a vítima credível, sem indícios de pressão externa. O relatório também menciona o acoso sofrido pela vítima no colégio, reconhecido por outros alunos.
O pai da vítima, Juan Cuatrecasas, criticou a investigação, chamando-a de “infâmia” e questionando a responsabilidade do colégio e do Opus Dei. A família denunciou a negligência da investigação e pediu ao Papa que reabrisse o caso, recebendo uma resposta positiva em agosto de 2022. Os abusos ocorreram entre 2008 e 2010, quando a vítima tinha apenas doze e treze anos. Apesar das condenações, o Opus Dei nunca pediu desculpas à família, mantendo a posição de que as conclusões eclesiásticas não se alinham com a justiça civil.
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