A proposta de delegação de competências migratórias à Catalunha, apresentada pelo PSOE e Junts, gerou um intenso debate entre os partidos da coalizão governamental e seus aliados. Enquanto Podemos se opõe à medida, argumentando que isso pode comprometer os direitos dos imigrantes, Sumar defende a iniciativa, destacando que ela respeita a Constituição e os direitos […]
A proposta de delegação de competências migratórias à Catalunha, apresentada pelo PSOE e Junts, gerou um intenso debate entre os partidos da coalizão governamental e seus aliados. Enquanto Podemos se opõe à medida, argumentando que isso pode comprometer os direitos dos imigrantes, Sumar defende a iniciativa, destacando que ela respeita a Constituição e os direitos humanos. A secretária geral do Podemos, Ione Belarra, afirmou que os deputados de seu partido votarão contra a proposta, considerando-a uma “humilhação” e um risco de controle por partidos anti-imigração.
O Govern da Catalunha, liderado por Salvador Illa (PSC), anunciou a formação de um grupo de trabalho para preparar a implementação da delegação. Illa e a conselheira Sílvia Paneque celebraram o acordo, prometendo um exercício responsável das novas competências. Por outro lado, o líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, criticou a proposta, afirmando que ela desmantela o Estado e prometeu reverter o acordo se chegar ao poder.
A tensão entre Podemos e Sumar se intensificou, com a vice-presidente Yolanda Díaz defendendo a proposta como um avanço para a gestão migratória. O deputado de En Comú, Gerardo Pisarello, também apoiou a iniciativa, ressaltando que a gestão descentralizada pode melhorar a situação dos centros de internamento e promover a integração social. Ele apelou aos aliados de esquerda para que apoiem a proposta, apesar da resistência do Podemos.
Enquanto isso, partidos como PNV, EH Bildu e BNG ainda não se posicionaram oficialmente, aguardando uma análise mais aprofundada do texto. A ERC manifestou apoio, embora com ressalvas, e seu porta-voz, Gabriel Rufián, criticou a postura de Junts, pedindo que se lembrem da Catalunha inclusiva de Jordi Pujol. A situação reflete as complexidades da política espanhola, onde a gestão da imigração se tornou um ponto de discórdia entre os aliados governamentais.
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