A Ucrânia manifestou indignação após a suspensão da ajuda militar dos Estados Unidos, considerando a decisão uma traição de um aliado que pode facilitar os ataques da Rússia contra civis. A administração do presidente Donald Trump anunciou a interrupção das entregas de munições e veículos, incluindo remessas previamente acordadas durante a presidência de Joe Biden. […]
A Ucrânia manifestou indignação após a suspensão da ajuda militar dos Estados Unidos, considerando a decisão uma traição de um aliado que pode facilitar os ataques da Rússia contra civis. A administração do presidente Donald Trump anunciou a interrupção das entregas de munições e veículos, incluindo remessas previamente acordadas durante a presidência de Joe Biden. O ex-ministro da Defesa ucraniano, Andriy Zagorodnyuk, afirmou que a Casa Branca tenta intimidar o presidente Volodymyr Zelensky para que aceite um acordo de paz favorável a Moscou, ressaltando que a Ucrânia não se curvará a tiranos.
Em um discurso gravado em Kiev, Zelensky reiterou a necessidade de um acordo “justo” para encerrar a guerra, enfatizando que qualquer pacto deve incluir garantias de segurança. Ele destacou que a falta dessas garantias permitiu à Rússia anexar a Crimeia em 2014 e iniciar a ocupação do Donbass. O presidente ucraniano também mencionou que o mundo reconhece a situação e que a Ucrânia continua a trabalhar com parceiros europeus para uma solução diplomática.
Em resposta à suspensão da ajuda militar dos EUA, a União Europeia (UE) propôs a concessão de €150 bilhões em empréstimos para aumentar os gastos com defesa. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a UE planeja ativar um mecanismo que permitirá aos países gastar um adicional de €650 bilhões em defesa nos próximos quatro anos. Von der Leyen afirmou que a Europa está em uma “era de rearmamento” e que o bloco está preparado para aumentar significativamente seus gastos com defesa.
Analistas observam que Trump não exigiu concessões de Vladimir Putin e que sua postura pode estar pressionando a Ucrânia a fazer concessões territoriais. O Kremlin declarou que a unidade do Ocidente em relação à Ucrânia está se desmoronando, sugerindo que a posição de Trump pode estar alinhando Washington com Moscou. A especialista em segurança ucraniana, Maria Avdeeva, criticou a abordagem de Trump, afirmando que “ficar do lado da Rússia nunca ajudou ninguém” e que a Ucrânia permanecerá forte diante das adversidades.
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