O Secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou na quarta-feira que o ex-presidente Joe Biden é o responsável pelos recentes dados econômicos negativos e pela queda nas ações, não o atual presidente Donald Trump. Em entrevista à Bloomberg, Lutnick citou que Trump se referiu à situação deixada por Biden como uma “pilha de problemas”. Trump, em […]
O Secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou na quarta-feira que o ex-presidente Joe Biden é o responsável pelos recentes dados econômicos negativos e pela queda nas ações, não o atual presidente Donald Trump. Em entrevista à Bloomberg, Lutnick citou que Trump se referiu à situação deixada por Biden como uma “pilha de problemas”. Trump, em discurso na terça-feira, classificou a economia herdada como uma “catástrofe econômica” e um “pesadelo inflacionário”. Apesar das alegações, a economia dos EUA cresceu 2,8% no último ano, e a inflação em dezembro foi de 2,9%, bem abaixo do pico de 9,1% em junho de 2022.
Lutnick, ao comentar sobre dados econômicos recentes, defendeu Trump e criticou a interpretação dos números. Ele afirmou que os dados negativos não podem ser atribuídos a Trump, que assumiu em 20 de janeiro. Lutnick enfatizou que, sob a nova administração, já há trilhões de dólares em investimentos se movendo para os EUA. A empresa de processamento de folha de pagamento ADP reportou a adição de apenas 77 mil novos empregos em fevereiro, muito abaixo da expectativa de 186 mil.
Além disso, o Dow Jones caiu mais de 1.300 pontos nos dois dias anteriores, e o Federal Reserve Bank of Atlanta previu uma queda do PIB de 2,8% no primeiro trimestre de 2025. Lutnick também sugeriu que a administração poderia alterar a forma como o PIB é calculado, separando gastos do governo de outros gastos, uma ideia criticada por economistas. O empresário Elon Musk apoiou a proposta, argumentando que uma medida mais precisa do PIB deveria excluir gastos governamentais.
As declarações de Lutnick refletem uma estratégia mais ampla da administração Trump em relação aos dados econômicos, que inclui a dissolução de comitês que colaboravam na produção de estatísticas econômicas. A crítica à coleta e disseminação de dados governamentais tem sido uma constante na retórica da administração, buscando distanciar-se de informações que possam ser vistas como desfavoráveis.
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