O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação contra a prefeitura de Ilhabela por preços abusivos no transporte público, especialmente no serviço aquaviário conhecido como “Aquabus”. A tarifa do Aquabus aumentou 900% entre 2024 e 2025, passando de R$ 5 para R$ 50 para não-moradores que não possuem o Bilhete Eletrônico Recarregável. Além […]
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação contra a prefeitura de Ilhabela por preços abusivos no transporte público, especialmente no serviço aquaviário conhecido como “Aquabus”. A tarifa do Aquabus aumentou 900% entre 2024 e 2025, passando de R$ 5 para R$ 50 para não-moradores que não possuem o Bilhete Eletrônico Recarregável. Além disso, a passagem de ônibus para não-residentes dobrou, subindo de R$ 5 para R$ 10.
O promotor Raul Agripino dos Santos Pinto argumenta que os aumentos foram decretados em 30 de dezembro de 2024 e que a prefeitura não comunicou adequadamente a população, surpreendendo os usuários. A ação pede a suspensão imediata dos reajustes e a eliminação da diferenciação de preços entre residentes e visitantes. O anúncio dos novos preços foi feito pela prefeitura em 2 de janeiro de 2025, destacando a manutenção da tarifa reduzida para moradores.
O prefeito Toninho Colucci (PL) defende que a diferenciação de preços é uma forma de valorizar a população local e facilitar a mobilidade. No entanto, o MP-SP considera essa medida injusta para os turistas, especialmente em um município que é um dos principais destinos turísticos do litoral paulista durante o verão.
O projeto do Aquabus foi idealizado em 2012 por Colucci, mas a operação efetiva do serviço só começou em 2023, após a construção de piéres adequados para o embarque e desembarque. A tarifa inicial era de R$ 2,10, mantida para os residentes com o bilhete eletrônico.
Entre na conversa da comunidade