O senador Otto Alencar (PSD-BA), recém-eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que o colegiado não seguirá automaticamente a agenda do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Alencar expressou preocupações sobre o bloqueio de emendas e criticou as penas aplicadas a alguns condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Ele se opõe a […]
O senador Otto Alencar (PSD-BA), recém-eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que o colegiado não seguirá automaticamente a agenda do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Alencar expressou preocupações sobre o bloqueio de emendas e criticou as penas aplicadas a alguns condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Ele se opõe a mudanças na Lei da Ficha Limpa que beneficiariam Jair Bolsonaro e destacou que a reforma eleitoral será uma das prioridades da CCJ após o carnaval.
O senador planeja discutir a reforma eleitoral com Marcelo Castro, relator da proposta, e mencionou que muitos senadores defendem a eliminação das eleições a cada dois anos. Alencar também aguarda uma conversa com Rodrigo Pacheco sobre a PEC do quinquênio, que visa ampliar a remuneração do Judiciário. Ele acredita que a agenda econômica de Haddad não enfrentará grandes dificuldades, especialmente em relação à regulamentação tributária e à isenção do imposto de renda.
Alencar comentou sobre as críticas de Gilberto Kassab, presidente do PSD, a Haddad, afirmando que o que foi proposto pelo ministro foi aprovado até agora, exceto a reforma tributária. Ele se mostrou contra a confusão entre a Lei da Ficha Limpa e a lei de anistia, afirmando que, se solicitado, pautará a votação, mas pessoalmente é contra a mudança na Ficha Limpa. Em relação aos condenados do 8 de janeiro, Alencar defendeu uma revisão das penas, considerando que muitos não estavam cientes do que faziam.
Sobre a popularidade do governo Lula, Alencar acredita que ela pode ser recuperada, apesar dos desafios enfrentados, como a estiagem e a inflação. Ele se disse satisfeito com os ministros do governo e afirmou que, se Lula se candidatar à reeleição, o PSD na Bahia apoiará sua candidatura. Por fim, Alencar sugeriu que a solução para a crise das Medidas Provisórias entre Câmara e Senado seria retornar ao modelo de comissão mista, conforme a legislação vigente.
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