Os ativos brasileiros enfrentam um cenário desafiador, marcado por turbulências internacionais e questões políticas internas. Recentemente, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu para 24%, o que gerou reações no mercado financeiro, como a alta de 2,70% do Ibovespa em 14 de fevereiro e a queda do dólar. O economista-chefe da G5 […]
Os ativos brasileiros enfrentam um cenário desafiador, marcado por turbulências internacionais e questões políticas internas. Recentemente, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu para 24%, o que gerou reações no mercado financeiro, como a alta de 2,70% do Ibovespa em 14 de fevereiro e a queda do dólar. O economista-chefe da G5 Partners, Luís Otávio Souza Leal, apontou que essa queda na aprovação pode trazer tanto oportunidades quanto riscos, com a possibilidade de uma valorização dos ativos em 2025, mas também um aumento na volatilidade.
As recentes mudanças no ministério, como a nomeação de Gleisi Hoffmann para o ministério de Relações Institucionais, levantaram preocupações sobre a coerência da política econômica do governo. Hoffmann, que criticou publicamente as políticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pode aumentar o isolamento deste dentro do governo, intensificando as incertezas sobre a direção econômica e a possibilidade de medidas populistas. Isso pode impactar negativamente os ativos brasileiros, mesmo com a expectativa de que a queda de popularidade de Lula possa beneficiar o mercado a longo prazo.
Analistas da XP destacam que, apesar do impacto das eleições de 2026 já ser sentido, ainda é cedo para previsões definitivas. A volatilidade deve persistir até o pleito, com riscos fiscais e possíveis reformas tributárias influenciando o cenário. A XP recomenda foco em ações de exportadoras e setores defensivos, enquanto o JPMorgan alerta que é arriscado se posicionar com base nas eleições, já que historicamente o MSCI Brazil não superou o MSCI EM nos seis meses que antecederam pleitos.
Por fim, a análise do chefe do Departamento Econômico da G5 Partners ressalta que, apesar da baixa popularidade de Lula, ele ainda não é considerado um candidato fraco. A pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg indica que uma aprovação abaixo de 40% é necessária para que um incumbente perca a condição de favorito. Portanto, a trajetória até as eleições de 2026 deve ser observada com cautela, considerando a complexidade do cenário político e econômico brasileiro.
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