Tens de milhares de romenos se reuniram na Praça da Vitória, em Bucareste, no último fim de semana, após a prisão do favorito à presidência, Calin Georgescu, que foi detido ao tentar se registrar como candidato. Ele enfrenta acusações de tentar derrubar a ordem constitucional e de ser membro de uma organização neofascista. “A mentalidade […]
Tens de milhares de romenos se reuniram na Praça da Vitória, em Bucareste, no último fim de semana, após a prisão do favorito à presidência, Calin Georgescu, que foi detido ao tentar se registrar como candidato. Ele enfrenta acusações de tentar derrubar a ordem constitucional e de ser membro de uma organização neofascista. “A mentalidade de Georgescu é a mesma de Trump,” afirmou Lavinia, enquanto empurrava o carrinho da filha entre bandeiras tricolores romenas. Os manifestantes clamavam por liberdade e democracia.
No dia da prisão de Georgescu, a polícia romena realizou operações em 47 propriedades, onde encontrou armas, lançadores de granadas e barras de ouro enterradas. Essas ações visam desmantelar uma rede supostamente liderada por Horatiu Potra, um ex-legionário francês. Embora Potra tenha admitido posse ilegal de armas, Georgescu nega qualquer irregularidade. Em apenas três meses, a Romênia passou de um membro estável da União Europeia e da OTAN para um cenário político conturbado, com um candidato de extrema direita ganhando destaque.
Georgescu liderou a primeira rodada da eleição em dezembro, mas o segundo turno foi anulado após revelações de que a Rússia estava por trás de contas no TikTok que o apoiavam. A nova eleição está marcada para os dias 4 e 18 de maio. Para os críticos de Georgescu, as fotos do arsenal são prova de seu potencial perigo, enquanto seus apoiadores veem isso como uma tentativa de desacreditar um movimento que busca mudança.
A vice-presidente do Partido Patriótico dos Romenos, Oana Eftimie, defende que as acusações contra Georgescu são infundadas e que ele e seus apoiadores são apenas cidadãos comuns cansados do atual governo. Em meio a essa agitação, Elena Calistru, da ONG Funky Citizens, reconhece que a insatisfação popular com a elite corrupta é válida, mas alerta que a solução não é destruir a estrutura, mas sim consertá-la. Enquanto isso, analistas militares romenos observam com preocupação o futuro da infraestrutura militar dos EUA no país, especialmente com a NATO adiando exercícios importantes até após as eleições.
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