Um grupo de pastores da Convenção Batista do Sul (SBC), nos Estados Unidos, está pressionando para que uma emenda que proíbe pastoras nas igrejas-membro seja reconsiderada. Conhecida como “Emenda à Lei”, a proposta foi rejeitada em 2024, recebendo apenas 61% dos votos, cinco pontos percentuais abaixo dos 66,66% necessários para aprovação. Os líderes esperam que […]
Um grupo de pastores da Convenção Batista do Sul (SBC), nos Estados Unidos, está pressionando para que uma emenda que proíbe pastoras nas igrejas-membro seja reconsiderada. Conhecida como “Emenda à Lei”, a proposta foi rejeitada em 2024, recebendo apenas 61% dos votos, cinco pontos percentuais abaixo dos 66,66% necessários para aprovação. Os líderes esperam que a emenda seja discutida na próxima Reunião Anual da convenção, marcada para Dallas, Texas.
Na carta aberta, os pastores mencionam a recente decisão do Comitê de Credenciais, que permitiu que uma igreja na Carolina do Sul mantivesse sua cooperação com a convenção, mesmo com uma mulher atuando como pastora. A emenda, se aprovada, exigiria que as igrejas afirmassem que apenas homens poderiam ocupar cargos de pastor ou presbítero, conforme as Escrituras. Os pastores argumentam que não é necessário esperar mais um ano para que o Comitê Executivo decida sobre a proposta.
A emenda, que foi nomeada em homenagem ao pastor Mike Law, da Igreja Batista de Arlington, visa alterar a Constituição da SBC para esclarecer que nenhuma igreja membro pode ter mulheres em posições de liderança pastoral. Apesar de algumas igrejas terem sido excluídas por manterem pastoras, estima-se que cerca de 1.800 igrejas ainda tenham mulheres exercendo o ministério pastoral.
A proposta gerou controvérsia, com críticos como o ex-presidente da SBC, JD Greear, chamando-a de “insensata” e alertando que poderia resultar na saída de igrejas minoritárias. Em 2024, a emenda foi aprovada por 61% dos mensageiros, mas não alcançou a maioria necessária. Após a votação, a organização Baptist Women in Ministry celebrou o resultado, afirmando que a rejeição da emenda enviou uma mensagem de que as mulheres têm igual valor diante de Deus.
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