A defesa de Alexandre Ramagem apresentou três testemunhas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto das investigações sobre a tentativa de golpe em que ele foi denunciado. As testemunhas incluem o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, o ex-diretor-adjunto da Abin, Frank Márcio de Oliveira, e o delegado Carlos Afonso Gonçalves, afastado por […]
A defesa de Alexandre Ramagem apresentou três testemunhas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto das investigações sobre a tentativa de golpe em que ele foi denunciado. As testemunhas incluem o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, o ex-diretor-adjunto da Abin, Frank Márcio de Oliveira, e o delegado Carlos Afonso Gonçalves, afastado por suspeitas de espionagem ilegal. Rolando assumiu a PF após a suspensão de Ramagem por Alexandre de Moraes, enquanto Frank foi escolhido por Jair Bolsonaro para suceder Ramagem na PF.
Em sua defesa, Ramagem negou qualquer envolvimento na tentativa de golpe, afirmando que deixou o governo em março de 2022 para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, cargo que posteriormente conquistou. Os advogados destacaram que a acusação da PGR ignora fatos que o excluiriam da suposta trama golpista, como sua saída do governo e o foco em sua campanha eleitoral. A defesa argumenta que, nesse período, Ramagem não poderia fazer parte do “núcleo crucial” da suposta conspiração.
A manifestação da defesa também menciona que Ramagem apenas expressou opiniões que Bolsonaro já havia manifestado. A PGR, por sua vez, alega que documentos encontrados na investigação indicam que Ramagem ajudou a criar mensagens para mobilizar apoiadores contra o sistema eleitoral. A defesa minimiza a importância desses documentos, argumentando que não há razoabilidade em afirmar que um deputado recém-eleito teria interesse em atentar contra os poderes constitucionais.
Após a apresentação das defesas, o relator do caso, Alexandre de Moraes, enviará o processo para a PGR, que emitirá um parecer antes que o ministro analise e submeta o caso ao julgamento. A expectativa é que a Primeira Turma do STF julgue a ação, embora algumas defesas argumentem que o julgamento deveria ocorrer no plenário da corte. A defesa de Ramagem questiona o interesse de um deputado recém-eleito em participar de ações contra o Congresso Nacional, enfatizando que tal interesse seria inexistente.
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