Os países da União Europeia aprovaram, nesta quinta-feira (6), um plano da Comissão Europeia para financiar o rearmamento do bloco, em resposta à aproximação da administração Trump com a Rússia. A proposta, discutida em uma cúpula em Bruxelas, inclui a flexibilização das normas fiscais da UE, permitindo que os países aumentem seus investimentos em defesa. […]
Os países da União Europeia aprovaram, nesta quinta-feira (6), um plano da Comissão Europeia para financiar o rearmamento do bloco, em resposta à aproximação da administração Trump com a Rússia. A proposta, discutida em uma cúpula em Bruxelas, inclui a flexibilização das normas fiscais da UE, permitindo que os países aumentem seus investimentos em defesa. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou um plano de 800 bilhões de euros (R$ 4,9 trilhões) para fortalecer as defesas europeias e apoiar a Ucrânia em sua luta contra a Rússia.
Na reunião, todos os líderes europeus, exceto Viktor Orbán, da Hungria, manifestaram apoio à Ucrânia, que enfrenta a invasão russa desde 2022. Com a diminuição do apoio dos EUA, os países europeus estão reavaliando suas estratégias de defesa. O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou a necessidade de disponibilizar o arsenal nuclear francês, afirmando que a ameaça russa continua a crescer, com planos de expandir suas forças armadas até 2030.
Von der Leyen enfatizou que a primeira tarefa é afrouxar as restrições fiscais para permitir que os estados-membros aumentem significativamente seus gastos com defesa. O plano inclui melhorias em equipamentos militares, como defesa aérea, artilharia e sistemas cibernéticos. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, pediu que os países aumentem seus gastos militares para mais de 3% do PIB rapidamente.
Entretanto, a proposta não teve apoio unânime, com Orbán criticando a iniciativa e afirmando que a estratégia da UE pode “arruinar a Europa”. Analistas da ING também expressaram ceticismo, prevendo um impacto moderado no crescimento da zona do euro e alertando sobre a dependência de importações para suprir a baixa capacidade de produção de defesa na Europa. A relação deteriorada com a Casa Branca deixou a Europa em uma posição vulnerável, forçando-a a acelerar seus gastos em defesa.
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