O Departamento de Estado dos Estados Unidos planeja fechar cerca de uma dúzia de consulados e representações diplomáticas em todo o mundo, incluindo um em Belo Horizonte, como parte de uma estratégia de redução de custos. As autoridades confirmaram que essa medida visa diminuir a força de trabalho global, com cortes de pelo menos 10% […]
O Departamento de Estado dos Estados Unidos planeja fechar cerca de uma dúzia de consulados e representações diplomáticas em todo o mundo, incluindo um em Belo Horizonte, como parte de uma estratégia de redução de custos. As autoridades confirmaram que essa medida visa diminuir a força de trabalho global, com cortes de pelo menos 10% no número de funcionários, tanto locais quanto norte-americanos. Essa ação se alinha à política “America First” do presidente Donald Trump, que busca reestruturar a presença diplomática dos EUA.
Entre as cidades afetadas estão Florença (Itália), Ponta Delgada (Portugal) e Hamburgo (Alemanha). O Departamento de Estado também está considerando a fusão de escritórios especializados em sua sede em Washington, que lidam com direitos humanos, refugiados e combate ao tráfico humano. Críticos alertam que esses cortes podem prejudicar a liderança americana no cenário global, permitindo que adversários como China e Rússia preencham o vácuo deixado pela redução da presença diplomática.
A medida é parte de um esforço mais amplo para cortar o orçamento do Departamento de Estado, que pode chegar a 20%. Funcionários locais representam cerca de dois terços da força de trabalho nas representações diplomáticas, e a redução pode impactar significativamente o conhecimento e a operação das missões no exterior. Além disso, a saída de cerca de 700 funcionários nos primeiros meses de 2024, incluindo diplomatas de carreira, agrava a situação.
O fechamento de consulados e a demissão de funcionários locais levantam preocupações sobre a capacidade dos EUA de manter suas alianças e interesses globais. A CIA, que depende de embaixadas e consulados para suas operações, também pode ser afetada, já que muitos de seus agentes trabalham sob cobertura diplomática. A situação é crítica em um momento em que a China expande sua influência internacional, superando os EUA em número de postos diplomáticos.
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