O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciará hoje a desapropriação de 385 mil hectares de terras em 24 estados, em um evento no acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Campo do Meio (MG). Esta é a primeira visita de Lula a um assentamento durante seu atual mandato. O Ministério […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciará hoje a desapropriação de 385 mil hectares de terras em 24 estados, em um evento no acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Campo do Meio (MG). Esta é a primeira visita de Lula a um assentamento durante seu atual mandato. O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que a medida abrange 12.297 lotes em 138 assentamentos, em resposta à insatisfação do MST com a lentidão das ações de reforma agrária.
O MST, que tem pressionado o governo por mais agilidade, contestou os números apresentados pelo governo e prometeu intensificar protestos, incluindo a ameaça de retomar o movimento conhecido como “Abril Vermelho”, que envolve ocupações de terras. O movimento critica a atuação do ministro Paulo Teixeira, que, segundo eles, não prioriza suas demandas. O governo, por sua vez, argumenta que enfrenta restrições orçamentárias e que a reforma agrária estava paralisada desde a gestão de Michel Temer.
Durante a solenidade, Lula foi aplaudido e reafirmou seu compromisso com o MST, destacando que sua eleição foi resultado do apoio popular e não de grandes empresários. Ele enfatizou que, ao final de seu mandato, retornará à sua casa e não a países como França ou Estados Unidos. O presidente também anunciou editais e crédito para o programa de reforma agrária, que visa o assentamento de 12 mil famílias.
O MST já realizou reuniões com o governo e, caso suas demandas não sejam atendidas, planeja aumentar as ocupações de terras, que já cresceram 150% em relação ao ano anterior. O movimento, que homenageia as vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, busca transformar áreas improdutivas em assentamentos, refletindo sua insatisfação com a lentidão das políticas de reforma agrária sob a atual administração.
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