Os governadores de Pernambuco e Bahia, Raquel Lyra e Jerônimo Rodrigues (PT), enfrentam desafios para converter suas boas avaliações em intenções de voto para a reeleição em 2024, segundo pesquisas da Genial/Quaest. Lyra, com 51% de aprovação, deve trocar o PSDB pelo PSD na próxima segunda-feira, enquanto Rodrigues, que possui 61% de aprovação, vê como […]
Os governadores de Pernambuco e Bahia, Raquel Lyra e Jerônimo Rodrigues (PT), enfrentam desafios para converter suas boas avaliações em intenções de voto para a reeleição em 2024, segundo pesquisas da Genial/Quaest. Lyra, com 51% de aprovação, deve trocar o PSDB pelo PSD na próxima segunda-feira, enquanto Rodrigues, que possui 61% de aprovação, vê como adversário o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), que registra 42% nas intenções de voto.
Ambos os governadores enfrentam o poder eleitoral de adversários locais. Em Pernambuco, Lyra deve competir com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que lidera com 56% das intenções. Já na Bahia, Jerônimo, que obteve 38%, precisa lidar com a popularidade de Neto, que deixou a prefeitura em 2020 após eleger seu sucessor. Campos e Neto são figuras políticas consolidadas, com desafios de expandir sua influência para o interior.
A situação política é complexa, especialmente em relação ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na Bahia, a aprovação de Lula caiu para 47%, o que pode beneficiar o carlismo, enquanto em Pernambuco, Lyra busca neutralizar o apoio de Lula a Campos, que se tornará presidente nacional do PSB. A comparação entre Lyra e Campos é um ponto crítico, já que a governadora enfrenta uma percepção negativa, com 52% dos entrevistados acreditando que ela não merece continuar no cargo.
As pesquisas mostram que Jerônimo Rodrigues apresenta uma curva de aprovação mais favorável, com um aumento de sete pontos percentuais em sua avaliação, enquanto Lyra teve uma queda de três pontos. A dinâmica entre os governadores e seus opositores reflete a complexidade do cenário político nas duas regiões, com a proximidade das eleições aumentando a pressão sobre ambos.
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