O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a advogada Verônica Abdalla Sterman para o cargo de ministra do Superior Tribunal Militar (STM), conforme publicado no Diário Oficial da União no último sábado, dia 8 de março, data que coincide com o Dia Internacional da Mulher. Se aprovada pelo Senado, ela se tornará a segunda […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a advogada Verônica Abdalla Sterman para o cargo de ministra do Superior Tribunal Militar (STM), conforme publicado no Diário Oficial da União no último sábado, dia 8 de março, data que coincide com o Dia Internacional da Mulher. Se aprovada pelo Senado, ela se tornará a segunda mulher a ocupar uma vaga na Corte em seus 217 anos de história. A escolha de Lula foi apoiada pela nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e pela primeira-dama Janja da Silva, que também defendiam a nomeação de uma mulher para o cargo.
Verônica Sterman, que atualmente é sócia do escritório Abdalla Sterman Advogados, precisa passar por uma sabatina no Senado antes de assumir a posição, que se tornará disponível em 10 de abril de 2025, com a aposentadoria do ministro José Coêlho Ferreira. Para ser indicada, a advogada deve atender a requisitos como ter mais de 35 anos e apresentar notável saber jurídico. A pressão por mais mulheres em cargos de destaque no governo tem sido crescente, especialmente após apelos da atual presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, que destacou a importância de ter uma companheira na Corte para defender questões de gênero.
Maria Elizabeth Rocha, a primeira mulher a presidir o STM, foi indicada por Lula em 2007 e tem sido uma voz ativa na luta por representatividade feminina na Justiça Militar. Em entrevista, ela expressou a necessidade de ter uma colega para fortalecer a defesa de temas relacionados às mulheres, afirmando que sua voz muitas vezes é pouco ouvida por ser a única mulher na Corte. A indicação de Sterman é vista como uma resposta às críticas sobre a falta de diversidade nas nomeações para tribunais superiores, onde Lula já havia nomeado homens para outras posições importantes.
A advogada é graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e possui mestrado em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP). Antes de sua atual indicação, Sterman já havia concorrido a uma vaga no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, mas foi preterida em favor de outro candidato. A expectativa agora é que sua indicação seja aprovada, contribuindo para a diversidade de gênero no STM e na Justiça Militar brasileira.
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