Milhares de pessoas se reuniram em diversas cidades europeias neste sábado para celebrar o Dia Internacional da Mulher, reivindicando igualdade de gênero, direito ao aborto e protestando contra a corrupção. Em Madri, mais de 25 mil manifestantes, segundo autoridades, enfrentaram chuva intensa para participar do ato. A aposentada Rosa Muñoz Alcalá, de 67 anos, destacou […]
Milhares de pessoas se reuniram em diversas cidades europeias neste sábado para celebrar o Dia Internacional da Mulher, reivindicando igualdade de gênero, direito ao aborto e protestando contra a corrupção. Em Madri, mais de 25 mil manifestantes, segundo autoridades, enfrentaram chuva intensa para participar do ato. A aposentada Rosa Muñoz Alcalá, de 67 anos, destacou que “a luta está longe de terminar” e pediu por igualdade real, enquanto sua amiga Dori Martínez Monroy, de 63 anos, expressou preocupação com a ascensão da extrema direita.
Em Paris, cerca de 120 mil pessoas se uniram em várias manifestações, totalizando aproximadamente 250 mil em toda a França, conforme o coletivo feminista Grève. Com a participação de cerca de 50 organizações, os protestos abordaram desigualdades salariais, feminicídios e a retórica masculinista. Sabine, de 49 anos, afirmou que “a luta não acabou” e que os opositores são “menos fortes que nós”. A jovem Lucie, de 18 anos, manifestou-se em defesa do direito ao aborto e contra a extrema direita.
Na Sérvia, estudantes universitárias lideraram os protestos diários, denunciando a corrupção e a violência contra mulheres. As manifestações começaram após um acidente trágico em Novi Sad, onde uma cobertura de concreto caiu, resultando na morte de 15 pessoas. As universitárias, que carregavam faixas com a mensagem “Mulheres nas primeiras filas”, marcharam pelas ruas centrais de Belgrado, desafiando o governo do presidente Aleksandar Vucic.
Esses atos refletem um movimento crescente por direitos iguais e justiça social em toda a Europa, com a participação de diversas faixas etárias e grupos sociais. As manifestações não apenas celebram conquistas, mas também reafirmam a necessidade de continuar lutando contra retrocessos e desigualdades persistentes.
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