A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, oficializa sua filiação ao PSD nesta segunda-feira, 10 de março, em uma cerimônia em Recife, com a presença do presidente da sigla, Gilberto Kassab, e dos ministros Alexandre Silveira e André de Paula. A decisão de Lyra de deixar o PSDB reflete sua insatisfação com a queda de representatividade […]
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, oficializa sua filiação ao PSD nesta segunda-feira, 10 de março, em uma cerimônia em Recife, com a presença do presidente da sigla, Gilberto Kassab, e dos ministros Alexandre Silveira e André de Paula. A decisão de Lyra de deixar o PSDB reflete sua insatisfação com a queda de representatividade do partido, que, segundo ela, não atende mais ao seu projeto político. Em entrevista, Lyra criticou a postura do PSDB, que se posicionou como oposição ao governo Lula sem um projeto claro.
A saída de Lyra ocorre em um contexto de declínio do PSDB, que elegeu apenas 276 prefeitos em 2024, uma queda significativa em relação aos 535 do pleito anterior. Em contrapartida, o PSD se destacou ao eleger 891 prefeitos no mesmo período. A fragilidade do PSDB levou a discussões sobre fusões com partidos menores, mas a direção do partido, sob Marconi Perillo, optou por buscar alianças com o Podemos ou o Solidariedade.
Na véspera de sua filiação, Lyra articulou a permanência do PSDB na base aliada ao ver sua vice, Priscila Krause, se filiar ao partido tucano. Essa movimentação é considerada estratégica, já que há receios de que o PSDB possa adotar uma postura independente ou de oposição na Assembleia Legislativa, especialmente devido à relação conturbada entre Lyra e o presidente da Assembleia, Álvaro Porto.
A filiação ao PSD é vista como uma oportunidade para Lyra fortalecer sua candidatura à reeleição em 2026, garantindo acesso a recursos partidários e tempo de propaganda eleitoral. Com 42 deputados federais e a maior quantidade de prefeituras do país, o PSD oferece vantagens significativas em comparação ao PSDB, que, apesar de ter uma bancada de três parlamentares na Assembleia, enfrenta desafios em Pernambuco. A nova aliança pode complicar a posição do governo federal, caso decida apoiar publicamente o prefeito do Recife, João Campos.
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