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Alckmin defende Brasil em meio a tarifas dos EUA: ‘Não somos problema para eles’

- O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o Brasil não é um problema comercial para os EUA. - O governo brasileiro busca um entendimento mútuo nas negociações sobre tarifas. - Alckmin mencionou que 70% das exportações dos EUA para o Brasil estão isentas de tarifas. - As novas tarifas de 25% sobre aço e alumínio devem impactar negativamente o Brasil. - A imposição de tarifas pode elevar preços e gerar concorrência desleal no mercado interno.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil não representa um problema para os Estados Unidos no comércio internacional, destacando que o país possui um déficit na balança comercial com os americanos. Essa declaração ocorre em meio à guerra tarifária que Washington impôs, incluindo uma taxa de […]

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil não representa um problema para os Estados Unidos no comércio internacional, destacando que o país possui um déficit na balança comercial com os americanos. Essa declaração ocorre em meio à guerra tarifária que Washington impôs, incluindo uma taxa de 25% sobre aço e alumínio importados. Alckmin revelou que o governo brasileiro já iniciou negociações para mitigar os impactos dessas tarifas e enfatizou a importância do diálogo com a administração americana, propondo um grupo de trabalho bilateral.

As novas tarifas dos EUA entrarão em vigor a partir de quarta-feira (12), afetando diretamente as empresas brasileiras dos setores de aço e alumínio. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou a data das tarifas, que devem trazer um impacto significativo para o Brasil. Alckmin participou de uma videoconferência com Lutnick e reiterou a busca por um entendimento que beneficie ambos os lados nas negociações, embora não tenha sido anunciado nenhum adiamento das tarifas.

A política comercial dos EUA, sob a administração de Donald Trump, busca reciprocidade tarifária e visa reduzir o poder da China no comércio global. O Brasil, que cobra tarifas médias de 12,4% em importações, possui uma tarifa real de apenas 2,7% devido a regimes especiais. Em contrapartida, os EUA aplicam tarifas muito mais baixas, o que gera um superávit comercial de US$ 263,1 bilhões para os americanos com o Brasil entre 2014 e 2023.

Os impactos das novas tarifas incluem a possibilidade de aumento de preços no mercado interno brasileiro e a saturação do mercado devido a produtos de outros países que buscam novos destinos. A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e o Instituto Aço Brasil expressaram preocupações sobre a concorrência desleal e a necessidade de medidas de defesa comercial. Para os EUA, a expectativa é que os preços mais altos afetem não apenas os setores de aço e alumínio, mas também indústrias como a automotiva e de construção, podendo elevar a inflação.

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