O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, elogiou publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pela implementação de câmeras corporais na Polícia Militar. Barroso destacou que essas câmeras são eficazes na redução da letalidade policial e na proteção dos bons policiais, afirmando que pesquisas corroboram essa afirmação. O governador, que […]
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, elogiou publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pela implementação de câmeras corporais na Polícia Militar. Barroso destacou que essas câmeras são eficazes na redução da letalidade policial e na proteção dos bons policiais, afirmando que pesquisas corroboram essa afirmação. O governador, que havia criticado anteriormente a adoção desses equipamentos, admitiu estar “completamente errado” e agora defende a ampliação do uso das câmeras para garantir a segurança da população.
Em resposta à pressão por conta do aumento da violência policial e da ação no STF, Barroso estabeleceu regras para a utilização das câmeras, que devem ser obrigatórias em operações de maior risco. Ele atendeu parcialmente a um pedido do governo estadual para que a aplicação das câmeras fosse mais restrita, considerando o efetivo de 80 mil policiais e os 10.125 equipamentos disponíveis. As novas câmeras, fornecidas pela Motorola, só poderão substituir os modelos atuais após testes que comprovem sua eficácia.
Além disso, Barroso abordou a necessidade de cuidados éticos na utilização de tecnologias como o reconhecimento facial, que faz parte do programa Smart Sampa, uma das prioridades do prefeito Ricardo Nunes. Ele alertou que, embora essa tecnologia possa ser benéfica para a segurança pública, também pode reforçar estereótipos e preconceitos, exigindo uma abordagem ética em sua implementação.
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo e a Prefeitura enfrentaram uma crise após um ofício assinado por defensoras que se opuseram ao uso de reconhecimento facial em eventos como o Carnaval, alegando discriminação. A chefe da Defensoria, Luciana Jordão, se reuniu com o prefeito e secretários para discutir a questão, e a Defensoria emitiu uma nota reconhecendo a importância de iniciativas de segurança pública, como o programa Smart Sampa, destacando a diversidade de opiniões dentro da instituição.
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