A nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tomou posse nesta segunda-feira e destacou seu compromisso em consolidar as pautas econômicas do governo, lideradas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em seu discurso, ela enfatizou a importância de dialogar com as forças políticas do Congresso e com a sociedade civil, afirmando que sua missão é […]
A nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tomou posse nesta segunda-feira e destacou seu compromisso em consolidar as pautas econômicas do governo, lideradas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em seu discurso, ela enfatizou a importância de dialogar com as forças políticas do Congresso e com a sociedade civil, afirmando que sua missão é colaborar com todos os ministros sob a liderança de Lula. Gleisi, que era presidente do PT, prometeu respeitar as competências de cada área e construir alianças, reconhecendo a necessidade de respeitar as diferenças.
A mudança no ministério é parte da reforma que visa conter a queda de popularidade do governo e preparar a gestão para a reeleição em 2026. A cerimônia de posse, realizada no Palácio do Planalto, contou com a presença de diversos parlamentares e ministros. Gleisi assume o cargo em um momento delicado, onde sua postura combativa pode ser vista como um desafio para ampliar a base de apoio no Congresso, especialmente em relação à negociação de emendas parlamentares, um ponto crítico na atual crise política.
Apesar das resistências à sua nomeação, aliados acreditam que Gleisi precisará moderar sua postura, já que agora está sob a liderança de Lula e não mais como presidente do PT. A expectativa é que ela evite críticas que possam prejudicar o governo, embora continue ativa nas redes sociais em defesa da gestão federal. Sua relação com Haddad é uma preocupação, uma vez que Gleisi já criticou a agenda econômica do ministro, que foi rotulada pelo PT como “austericídio fiscal”.
Natural de Curitiba, Gleisi Hoffmann é formada em Direito e tem uma longa trajetória política, iniciando como militante estudantil e filiada ao PT desde 1989. Ela foi senadora e ministra da Casa Civil, além de ter presidido o partido de 2017 a 2025. Sua experiência e influência dentro do PT são vistas como fundamentais para a articulação política do governo, especialmente em um cenário onde a negociação e a construção de alianças são essenciais para a estabilidade da gestão.
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