Sete profissionais de saúde enfrentarão julgamento nesta terça-feira, 11, por negligência na morte de Diego Maradona, ocorrida em novembro de 2020. O ex-jogador, que faleceu aos 60 anos após um ataque cardíaco, passou por uma cirurgia para tratar um hematoma subdural no cérebro dias antes de sua morte. Durante o tratamento, Maradona apresentou episódios de […]
Sete profissionais de saúde enfrentarão julgamento nesta terça-feira, 11, por negligência na morte de Diego Maradona, ocorrida em novembro de 2020. O ex-jogador, que faleceu aos 60 anos após um ataque cardíaco, passou por uma cirurgia para tratar um hematoma subdural no cérebro dias antes de sua morte. Durante o tratamento, Maradona apresentou episódios de confusão mental devido à abstinência do álcool, agravando seu histórico de dependência química.
A Promotoria acusa os médicos de “homicídio simples com dolo eventual”, alegando que a equipe falhou em fornecer o atendimento adequado, o que poderia ter evitado a morte do ícone do futebol. Um relatório médico indicou que Maradona agonizou por 12 horas antes de falecer, o que levantou questões sobre a conduta da equipe médica. O neurocirurgião Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona, é um dos principais acusados.
O julgamento ocorrerá em San Isidro, na Grande Buenos Aires, e contará com depoimentos de cerca de 120 testemunhas, incluindo familiares e médicos que acompanharam Maradona ao longo de sua vida. A morte do jogador gerou um intenso debate na Argentina, onde ele é reverenciado, e muitos esperam que o processo traga à tona a verdade sobre as circunstâncias de sua morte.
A equipe médica nega as acusações, mas um conselho médico que investigou o caso concluiu que houve uma atuação “inapropriada, deficiente e imprudente”. A expectativa é que o julgamento, que pode durar meses, revele mais detalhes sobre o tratamento recebido por Maradona e as responsabilidades envolvidas em sua trágica morte.
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