Partidos que correm o risco de não cumprir a cláusula de barreira nas próximas eleições intensificam negociações para se unir e garantir sua sobrevivência. Atualmente, onze legendas com representação na Câmara estão próximas da linha de corte, que exigirá ao menos treze deputados federais ou 2,5% dos votos válidos em um terço dos estados para […]
Partidos que correm o risco de não cumprir a cláusula de barreira nas próximas eleições intensificam negociações para se unir e garantir sua sobrevivência. Atualmente, onze legendas com representação na Câmara estão próximas da linha de corte, que exigirá ao menos treze deputados federais ou 2,5% dos votos válidos em um terço dos estados para acesso a recursos públicos e tempo de TV em 2026. O PSDB está em conversas avançadas para se fundir ao Podemos e ao Solidariedade, enquanto o Cidadania decidiu sair da federação com os tucanos.
A fusão proposta pelo PSDB visa criar um novo partido, embora ainda não esteja definido o nome. O presidente da sigla, Marconi Perillo, afirmou que as negociações estão avançando e que a meta é eleger cerca de quarenta deputados em 2026. O PSDB, que já teve uma bancada de noventa e nove deputados em 1998, enfrenta uma queda significativa desde 2018, impulsionada por divisões internas e o surgimento do bolsonarismo. Além disso, o partido busca ampliar sua presença em estados onde atualmente não é forte, como Pernambuco.
Outras federações também estão em risco. A Rede avalia deixar a federação com o PSOL, enquanto o PV considera sua continuidade ao lado do PT e PCdoB. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, está negociando uma federação com PDT, Rede, PV e Cidadania, mas enfrenta desafios devido à rivalidade entre os ex-governadores Ciro e Cid Gomes. A cláusula de desempenho, aprovada em 2017, tem se tornado cada vez mais rigorosa, e a próxima eleição em 2030 trará requisitos definitivos que poderão levar à extinção de várias siglas.
Desde a implementação da cláusula, diversos partidos deixaram de existir, como o PHS, que foi incorporado ao Podemos, e o PPL, que se juntou ao PCdoB. Em 2022, o DEM e o PSL se fundiram para formar o União Brasil, mantendo sua influência no Congresso. Com as novas regras, a sobrevivência de partidos menores depende da formação de alianças estratégicas e da adaptação às exigências eleitorais.
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