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Moraes encaminha à PGR defesas de seis acusados por suposto golpe

Ministro Alexandre de Moraes encaminha à Procuradoria-Geral da República os autos do núcleo dois da denúncia de tentativa de golpe, com seis acusados adicionais, incluindo Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto

Ministro mandou à PGR os autos das defesas do chamado "núcleo 2" de denunciados por suposta tentativa de golpe. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Procuradoria-Geral da República os autos das defesas de seis acusados do chamado núcleo 2, nesta quarta-feira, 12 de março.
  • Entre os denunciados está o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto; integram ainda seis pessoas ligadas a militares de alta patente.
  • As acusações abrangem tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos ao patrimônio público.
  • Moraes já tinha enviado as defesas dos núcleos 1 e 3, que envolvem 34 pessoas, incluindo o almirante Almir Garnier Santos.
  • As defesas negam as acusações, solicitam nulidade de acordos de delação e a remessa do caso ao Supremo Tribunal Federal; a defesa de Bolsonaro pediu a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) os autos das defesas de mais seis acusados envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. O despacho foi feito nesta quarta-feira, 12 de março. Entre os denunciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto.

Os acusados do chamado “núcleo 2” enfrentam graves acusações, como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos ao patrimônio público. Moraes já havia encaminhado anteriormente à PGR as defesas dos núcleos 1 e 3, que envolvem 34 pessoas, incluindo militares de alta patente e o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos.

Bolsonaro e outros denunciados negam as acusações. As defesas solicitam a nulidade de acordos de delação e a remessa do caso ao Supremo Tribunal Federal. Recentemente, a defesa de Bolsonaro pediu a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, que fundamentou parte das investigações. A defesa de Braga Netto descreveu a denúncia como um “filme ruim e sem sentido”.

Contexto das Denúncias

As investigações referem-se a um esquema que teria sido planejado para desestabilizar a democracia brasileira após as eleições de 2022. Bolsonaro é apontado como o mentor do plano, que incluía ações para atacar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e outros líderes políticos. A operação “Punhal Verde e Amarelo” é um dos nomes citados nas denúncias.

As defesas dos acusados insistem que não houve coação nos acordos de delação, desafiando a validade das provas apresentadas. O caso continua a ser um ponto central no debate político e jurídico do país, com desdobramentos que podem impactar a cena política brasileira nos próximos meses.

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