O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se a favor da devolução de bens e passaportes apreendidos de Amauri Feres Saad e Tércio Arnaud Tomaz, indiciados pela Polícia Federal (PF) no inquérito sobre a tentativa de golpe. Gonet argumentou que as provas reunidas não justificam a manutenção das medidas cautelares. A decisão final, no entanto, cabe […]
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se a favor da devolução de bens e passaportes apreendidos de Amauri Feres Saad e Tércio Arnaud Tomaz, indiciados pela Polícia Federal (PF) no inquérito sobre a tentativa de golpe. Gonet argumentou que as provas reunidas não justificam a manutenção das medidas cautelares. A decisão final, no entanto, cabe ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que ainda não se pronunciou.
Desde janeiro de 2024, Saad e Arnaud estão com os passaportes retidos e impedidos de contatar outros envolvidos na investigação. O procurador-geral considerou que os itens apreendidos já foram analisados e não são mais relevantes para o caso. Saad foi identificado pela PF como um dos autores da minuta golpista, elaborada em conjunto com Filipe Martins e o padre José Eduardo de Oliveira.
Arnaud, por sua vez, é acusado de integrar o “gabinete do ódio” e de disseminar vídeos com ataques às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral. Ele teria editado e enviado esses vídeos ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. Além de Saad e Arnaud, outras oito pessoas indiciadas pela PF não foram incluídas na denúncia da PGR, incluindo Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL.
Por outro lado, Gonet acrescentou quatro novos nomes à denúncia, entre eles Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.
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