O Parlamento de Portugal rejeitou, nesta terça-feira (11), uma moção de confiança ao governo minoritário do primeiro-ministro Luís Montenegro, resultando na queda do Executivo e na convocação de novas eleições, a terceira em três anos. A votação, que terminou com 142 votos contrários e 88 favoráveis, foi impulsionada por acusações de conflito de interesse envolvendo […]
O Parlamento de Portugal rejeitou, nesta terça-feira (11), uma moção de confiança ao governo minoritário do primeiro-ministro Luís Montenegro, resultando na queda do Executivo e na convocação de novas eleições, a terceira em três anos. A votação, que terminou com 142 votos contrários e 88 favoráveis, foi impulsionada por acusações de conflito de interesse envolvendo a empresa de consultoria Spinumviva, de propriedade da família de Montenegro. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa já indicou que as eleições devem ocorrer entre 11 e 18 de maio.
Montenegro, que assumiu o cargo em abril de 2024, apresentou a moção de confiança após a oposição questionar sua integridade. A Spinumviva, que presta serviços de consultoria, recebeu pagamentos mensais de € 4.500 (cerca de R$ 27 mil) de um grupo de cassinos, o que levantou suspeitas sobre a ética de suas operações. O primeiro-ministro negou irregularidades, afirmando que todos os seus bens foram declarados e que não houve favorecimento.
A crise política se intensificou após a oposição, liderada pelo Partido Socialista e pelo partido de extrema direita Chega, ameaçar instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso. Montenegro, temendo a investigação, preferiu convocar a votação de confiança, mesmo sabendo que não teria apoio suficiente para aprová-la. O líder do PS, Pedro Nuno Santos, criticou a situação, afirmando que o objetivo de Montenegro era evitar a CPI.
Com a queda do governo, o cenário político em Portugal se torna incerto. As pesquisas indicam que a Aliança Democrática (AD), de Montenegro, ainda lidera com 34% das intenções de voto, seguida pelos socialistas com 29% e o Chega com 14%. No entanto, a instabilidade política e os escândalos éticos podem impactar a confiança dos eleitores nas próximas eleições.
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