O Telegram removeu, nesta segunda-feira (10), um canal que usava o nome do Ministério da Defesa para disseminar informações falsas. O bloqueio ocorreu após um pedido da pasta, que enfatizou não ter qualquer relação com o canal, que contava com 419 inscritos até o momento da exclusão. A existência do grupo foi descoberta pelo ministério […]
O Telegram removeu, nesta segunda-feira (10), um canal que usava o nome do Ministério da Defesa para disseminar informações falsas. O bloqueio ocorreu após um pedido da pasta, que enfatizou não ter qualquer relação com o canal, que contava com 419 inscritos até o momento da exclusão. A existência do grupo foi descoberta pelo ministério através de uma reportagem, e sua única mensagem incitava um golpe de Estado em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), datada de 9 de novembro de 2022.
O canal ganhou notoriedade no domingo (9), após uma postagem da conta oficial do ministério no X (ex-Twitter) ser divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A publicação, que indicava uma “nota oficial”, direcionava os usuários para o canal no Telegram, onde estava a mensagem golpista. Embora o canal tivesse o nome da pasta, sua capa exibia uma foto de Bolsonaro. O ministério esclareceu que possui apenas um canal oficial, acessível pelo link: t.me/MinisteriodaDefesaOficial.
Na terça-feira (11), a página oficial do ministério no X retirou uma mensagem publicada durante o governo de Bolsonaro, que continha um link para o canal do Telegram. Essa mensagem, que ficou no ar por dois anos e quatro meses, mencionava um relatório sobre a fiscalização do sistema eletrônico de votação, mas redirecionava para o canal que pedia um golpe de Estado. O ministério, na época, era liderado pelo general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, que enfrenta uma denúncia da Procuradoria-Geral da União por sua participação na tentativa de golpe, atualmente sob análise do Supremo Tribunal Federal.
O caso foi revelado após uma reportagem do Estadão, que constatou que o canal tinha 289 inscritos no momento da publicação. O ministério não confirmou se o incidente foi resultado de uma invasão de hackers ou se envolveu algum servidor da pasta. A postagem no X permaneceu visível até a segunda-feira (10), mas foi removida na tarde de terça-feira (11). O ministério reiterou que solicitou a exclusão do canal ao Telegram e mantém uma conta oficial verificada na plataforma.
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