Cédric Bakambu, jogador franco-congoleano do Real Betis, utiliza gestos simbólicos durante suas comemorações de gol para protestar contra a violência na República Democrática do Congo (RDC). Após a tomada de Goma e Bukavu por rebeldes em janeiro, a situação se agravou, resultando na morte de mais de 7.000 pessoas. Bakambu explica que sua mão na […]
Cédric Bakambu, jogador franco-congoleano do Real Betis, utiliza gestos simbólicos durante suas comemorações de gol para protestar contra a violência na República Democrática do Congo (RDC). Após a tomada de Goma e Bukavu por rebeldes em janeiro, a situação se agravou, resultando na morte de mais de 7.000 pessoas. Bakambu explica que sua mão na boca simboliza o silêncio sobre a guerra, enquanto a mão na sien representa a morte. Ele se sente profundamente conectado ao Congo, apesar de ter nascido na França, e tem usado sua visibilidade para chamar a atenção para o conflito.
O jogador critica a hipocrisia internacional em relação à exploração de recursos minerais, como o cobalto e o coltán, essenciais para a tecnologia moderna. A RDC possui 60% das reservas mundiais de cobalto, mas a maioria dos minerais é exportada por Ruanda, que se tornou um dos principais exportadores, muitas vezes de forma fraudulenta. Bakambu destaca que a indiferença global em relação à crise humanitária é alarmante, com muitos ignorando a origem dos produtos que consomem.
A fundação criada por Bakambu há cinco anos tem como objetivo ajudar as comunidades afetadas pela guerra, distribuindo alimentos e modernizando escolas. Com a escalada da violência, a fundação enfrenta desafios logísticos para fornecer ajuda, utilizando rotas alternativas através de Ruanda. A situação em Goma é descrita como caótica, com saques e deslocamentos forçados, afetando 6,5 milhões de pessoas, incluindo 2,6 milhões de crianças.
A educação é uma prioridade para Bakambu, que acredita que os jovens devem ter oportunidades para moldar o futuro do país. Ele planeja construir a “cité de l’Espoir” (Cidade da Esperança) para abrigar deslocados e oferecer educação. Apesar das dificuldades, Bakambu permanece otimista e espera que a situação melhore, reduzindo a violência e promovendo justiça.
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