Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu que o ativista palestino Mahmoud Khalil, detido por agentes de imigração, poderá realizar duas ligações telefônicas privadas com seus advogados, sem monitoramento do governo. Khalil, formado pela Universidade Columbia e residente permanente nos EUA, foi um dos líderes dos protestos contra a guerra na Faixa de Gaza no […]
Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu que o ativista palestino Mahmoud Khalil, detido por agentes de imigração, poderá realizar duas ligações telefônicas privadas com seus advogados, sem monitoramento do governo. Khalil, formado pela Universidade Columbia e residente permanente nos EUA, foi um dos líderes dos protestos contra a guerra na Faixa de Gaza no ano passado. Seus advogados alegam que sua prisão viola o direito à liberdade de expressão garantido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
Durante uma audiência no tribunal federal de Manhattan, o advogado Ramzi Kassem informou que Khalil só conseguiu fazer uma ligação monitorada e interrompida, dificultando a defesa. O juiz Jesse Furman não decidiu imediatamente sobre a prisão, mas garantiu que Khalil teria as ligações privadas, permitindo que seus advogados preparassem uma petição contestando a constitucionalidade da detenção. Khalil permanece detido na Louisiana, onde as condições de detenção são consideradas precárias.
Na segunda-feira, Furman bloqueou temporariamente a tentativa do governo Trump de deportar Khalil, afirmando que ele não seria removido até que o tribunal analisasse a petição. Centenas de manifestantes se reuniram em apoio a Khalil, clamando por sua libertação e criticando a repressão à liberdade de expressão. A prisão de Khalil levantou preocupações sobre as proteções constitucionais, especialmente em um contexto de crescente repressão a protestos nas universidades.
O Departamento de Segurança Interna alegou que Khalil estava ligado a atividades associadas ao Hamas, uma organização considerada terrorista. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Khalil abusou do privilégio de estudar nos EUA ao se aliar a terroristas. Ela mencionou que a Columbia não estava colaborando com as autoridades para identificar outros envolvidos em atividades pró-Hamas, indicando uma postura firme do governo em relação a protestos e liberdade de expressão nas instituições de ensino.
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