O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quarta-feira, um novo modelo de crédito consignado voltado para trabalhadores do setor privado, com a assinatura da medida provisória (MP) no Palácio do Planalto. A iniciativa abrange aproximadamente 40 milhões de empregados com carteira assinada e permitirá que os pedidos sejam feitos pela carteira de trabalho […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quarta-feira, um novo modelo de crédito consignado voltado para trabalhadores do setor privado, com a assinatura da medida provisória (MP) no Palácio do Planalto. A iniciativa abrange aproximadamente 40 milhões de empregados com carteira assinada e permitirá que os pedidos sejam feitos pela carteira de trabalho digital a partir de 21 de março. Denominada “Crédito do Trabalhador”, a reformulação visa reverter a queda na popularidade do presidente e espera-se que o volume de crédito atinja R$ 120 bilhões.
A operação do novo consignado será implementada em etapas, começando apenas com novos empréstimos. A migração de dívidas existentes com juros mais altos ocorrerá posteriormente. O crédito consignado, que permite o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, reduz o risco de inadimplência e possibilita taxas de juros mais baixas. Contudo, o acesso à modalidade tem sido limitado, principalmente a funcionários de grandes empresas, devido à necessidade de convênios bilaterais entre bancos e empregadores.
Uma das inovações do novo modelo é a oferta de crédito através de uma plataforma na Carteira de Trabalho Digital, onde os trabalhadores poderão comparar taxas de diferentes instituições financeiras. Além disso, as instituições terão acesso a dados do eSocial para avaliar o risco das operações. O novo sistema também permitirá que, em caso de demissão, o tomador não precise quitar imediatamente o saldo devedor, diferentemente da regra atual que exige o uso da multa do FGTS.
O cronograma prevê que, na primeira fase, o novo consignado seja solicitado apenas pelo aplicativo da carteira digital. Em uma segunda fase, prevista para o final de abril, será possível integrar operações antigas ao novo modelo e iniciar a troca de dívidas com juros altos. O governo espera que, com essas mudanças, o saldo do consignado privado triplique, beneficiando especialmente trabalhadores de pequenas e médias empresas e domésticos, que atualmente têm acesso restrito a essa linha de crédito.
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