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Pentágono remove referências ao Enola Gay após ordem de Trump

- O presidente Donald Trump ordenou a remoção de conteúdos sobre diversidade nas Forças Armadas. - O avião Enola Gay, que lançou a bomba atômica em Hiroshima, teve imagens apagadas. - O nome do avião homenageia Enola Gay Tibbets, mãe do piloto Paul Tibbets Jr. - O Enola Gay causou entre 50 mil e 100 mil mortes imediatas em Hiroshima em 1945. - O avião está em exposição no Museu Aeroespacial dos EUA, após restauração em 2003.

Durante o fim de semana passado, o Pentágono, sob ordens do presidente Donald Trump, iniciou a remoção de fotos e conteúdos relacionados à diversidade e inclusão das Forças Armadas dos Estados Unidos. Entre os materiais apagados, estava a imagem do famoso avião Enola Gay, que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima em 1945. O nome […]

Durante o fim de semana passado, o Pentágono, sob ordens do presidente Donald Trump, iniciou a remoção de fotos e conteúdos relacionados à diversidade e inclusão das Forças Armadas dos Estados Unidos. Entre os materiais apagados, estava a imagem do famoso avião Enola Gay, que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima em 1945. O nome da aeronave foi uma homenagem à mãe do piloto, Paul Tibbets Jr., que se inspirou em um romance lido por seu pai.

O Enola Gay, um Boeing B-29, foi responsável pelo lançamento da bomba chamada “little boy” em 6 de agosto de 1945, resultando na morte de entre 50 mil e 100 mil pessoas no dia da explosão. A bomba detonou a aproximadamente 600 metros do solo, gerando uma onda de calor superior a 4.000 ºC em um raio de cerca de 4,5 km. Metade dos sobreviventes da explosão faleceu posteriormente devido à exposição à radiação.

Após a missão em Hiroshima, o Enola Gay participou de outra operação em Nagasaki, mas apenas para verificar as condições climáticas. Nos anos 1950, a aeronave foi utilizada em testes de armas atômicas no Atol de Bikini e, em 1960, foi desmontada e armazenada na Base da Força Aérea Andrews, em Maryland, devido a danos acumulados. Em 1984, iniciou-se um extenso processo de restauração que durou cerca de dez anos e envolveu 300 mil horas de trabalho.

Atualmente, o Enola Gay está em exibição no Museu Aeroespacial dos EUA, mantido pelo Smithsonian em Chantilly, Virgínia. Os visitantes podem ver a pintura original do nome da aeronave no Udvar-Hazy Center ou acessar os acervos digitais da instituição. O avião agora compartilha espaço com o ônibus espacial Discovery, destacando sua importância histórica.

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