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Presidente da Assembleia da Bahia, Adolfo Menezes, desiste de recorrer e apoia Ivana Bastos

- Adolfo Menezes foi afastado do cargo pelo STF por reeleição inconstitucional. - Ivana Bastos assume interinamente e pode se tornar a primeira mulher na presidência. - Menezes apoiará Ivana e será vice-líder da bancada governista, sob Rosemberg Pinto. - O PSD exigiu a vice-presidência após o afastamento, gerando tensões políticas. - A decisão do STF pode impactar líderes em outros seis estados com reeleições semelhantes.

Afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD), decidiu não recorrer da decisão e irá apoiar Ivana Bastos, sua correligionária que assume interinamente o cargo. Menezes, agora vice-líder da bancada governista sob a liderança de Rosemberg Pinto (PT), vê uma expectativa crescente de que Bastos seja eleita […]

Afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD), decidiu não recorrer da decisão e irá apoiar Ivana Bastos, sua correligionária que assume interinamente o cargo. Menezes, agora vice-líder da bancada governista sob a liderança de Rosemberg Pinto (PT), vê uma expectativa crescente de que Bastos seja eleita com amplo apoio, podendo se tornar a primeira mulher a presidir o legislativo baiano.

Nos bastidores, há um movimento entre os correligionários de Bastos para que ela permaneça no cargo sem a necessidade de uma nova eleição. O PSD já se preparou para o afastamento de Menezes, exigindo que a vice-presidência também seja ocupada por um membro do partido. Inicialmente, o PT pretendia indicar Pinto, mas recuou, argumentando que já ocupa o governo do estado.

A decisão do STF, que afastou Menezes, foi baseada em uma reclamação do deputado Hilton Coelho (PSOL), que questionou a legalidade de sua eleição para um terceiro mandato consecutivo. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, destacou que a legislação permite apenas uma reeleição ou recondução, independentemente de se tratar da mesma legislatura.

Esse entendimento do STF gerou repercussão entre a oposição em outros estados, como Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Roraima, Amazonas e Pará, onde líderes das Casas Legislativas estão em seus cargos há pelo menos seis anos. A reportagem aguarda retorno do parlamentar para mais informações.

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