A filiação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, ao PSD na noite de segunda-feira agitou a política local. Ao deixar o PSDB, Lyra se comprometeu a presidir o diretório estadual do novo partido. Apesar do fortalecimento nacional do PSD, a sigla não possui bancada na Assembleia Legislativa e elegeu apenas vinte prefeituras em Pernambuco nas […]
A filiação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, ao PSD na noite de segunda-feira agitou a política local. Ao deixar o PSDB, Lyra se comprometeu a presidir o diretório estadual do novo partido. Apesar do fortalecimento nacional do PSD, a sigla não possui bancada na Assembleia Legislativa e elegeu apenas vinte prefeituras em Pernambuco nas últimas eleições, número inferior ao de partidos como PSB e PSDB. A saída de Lyra pode levar aliados a acompanhá-la, especialmente prefeitos, que não estão sujeitos às mesmas regras de movimentação partidária.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que Raquel Lyra poderá ser uma candidata à Presidência da República em 2030, destacando sua reeleição em 2026 como um passo importante. Em sua fala, Lyra enfatizou que sua filiação não é uma “aliança de ocasião”, mas sim um compromisso com valores democráticos. Ela também assumiu a presidência do diretório estadual do PSD, sucedendo André de Paula, atual ministro da Pesca e Aquicultura.
A cerimônia de filiação contou com a presença de diversas lideranças políticas, incluindo ministros do governo Lula e representantes de outros partidos, como o PL e o PT. Durante o evento, Kassab elogiou Lyra como uma das principais lideranças do país e projetou sua candidatura à presidência. O clima de união foi reforçado por discursos de figuras políticas que, mesmo fora do PSD, demonstraram apoio à governadora.
Raquel Lyra também se reuniu com prefeitos do PSDB após a cerimônia, buscando fortalecer laços e evitar um rompimento com o partido. Sua vice, Priscila Krause, que se filiou ao PSDB, esteve presente no evento, reforçando a importância da sigla na articulação política. A governadora, que mantém boas relações com gestores de outros partidos, está em negociações com diversas siglas da base governista, enquanto se prepara para um cenário político competitivo em 2026.
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