José Daniel Simancas Rodríguez, um venezuelano de 30 anos, foi deportado para Guantânamo após ser detido nos Estados Unidos. Com as mãos e pés algemados, ele foi levado em um avião, acreditando que o destino era Miami. Ao chegar, foi transferido para um ônibus com janelas cobertas, onde começou uma experiência angustiante de 15 dias. […]
José Daniel Simancas Rodríguez, um venezuelano de 30 anos, foi deportado para Guantânamo após ser detido nos Estados Unidos. Com as mãos e pés algemados, ele foi levado em um avião, acreditando que o destino era Miami. Ao chegar, foi transferido para um ônibus com janelas cobertas, onde começou uma experiência angustiante de 15 dias. Simancas relatou que o local de detenção era inadequado, com pouca comida e isolamento extremo, descrevendo o ambiente como um “inferno”.
Durante sua estadia, ele teve acesso a um banho apenas duas vezes e se sentiu tratado como um criminoso. “Você não está vivo,” disse ele, referindo-se à tortura psicológica que sofreu. A fome foi uma das lembranças mais marcantes, com porções de comida que o levaram a lamber o prato. A agência de Imigração e Alfândega dos EUA não comentou sobre as alegações devido a litígios pendentes.
Simancas chegou aos EUA em maio de 2024, após uma longa jornada por vários países da América Latina, buscando uma vida melhor. Ele foi detido por nove meses antes de ser enviado a Guantânamo, onde foi erroneamente associado à gangue venezuelana Tren de Aragua, apenas por ser de Maracay. A administração Trump havia declarado que Guantânamo era para os “piores dos piores”, mas muitos deportados não representavam uma ameaça significativa.
Após ser repatriado em 20 de fevereiro, Simancas se reuniu com sua família no Brasil. “A felicidade de ver meus filhos é grande,” afirmou. Ele agora busca oportunidades de trabalho na construção civil, deixando para trás o sonho americano e as memórias traumáticas da detenção. Simancas expressou que a experiência em Guantânamo teve um impacto duradouro em sua saúde mental, afirmando que muitos que passaram por lá não conseguem dormir.
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