Dois meses após a posse de Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação (Secom), a comunicação do presidente Lula permanece inalterada em relação aos padrões estabelecidos anteriormente, sob a gestão de Paulo Pimenta. Essa constatação é resultado de um levantamento realizado pelo pesquisador Fábio Vasconcellos em parceria com o Instituto Representação e Legitimidade Democrática (ReDem), utilizando […]
Dois meses após a posse de Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação (Secom), a comunicação do presidente Lula permanece inalterada em relação aos padrões estabelecidos anteriormente, sob a gestão de Paulo Pimenta. Essa constatação é resultado de um levantamento realizado pelo pesquisador Fábio Vasconcellos em parceria com o Instituto Representação e Legitimidade Democrática (ReDem), utilizando dados da própria Presidência da República.
O estudo revela que, no primeiro bimestre de 2025, Lula concedeu 17 entrevistas, um aumento de apenas uma em comparação com as 16 do mesmo período em 2024. Em contrapartida, o número de discursos públicos caiu de 30 para 26. Essa continuidade na quantidade de entrevistas, aliada à redução nos discursos, indica uma manutenção do nível de exposição do presidente em relação ao ano anterior.
Além disso, a análise aponta que o conteúdo dos discursos de Lula não apresentou diversificação significativa. Os termos mais utilizados em 2024 continuam a ser predominantes em 2025, com palavras como “país” (380 vezes), “Brasil” (223), “pessoas” (170) e “povo” (166) sendo frequentemente repetidos. A única exceção notável foi a palavra “dinheiro”, que ganhou destaque com 102 menções desde janeiro.
Esses dados sugerem que, apesar da promessa de redirecionamento na comunicação, as estratégias adotadas por Lula ainda refletem uma continuidade em sua abordagem, sem grandes mudanças na frequência ou na diversidade do conteúdo apresentado.
Entre na conversa da comunidade