O governo dos Estados Unidos implementou um imposto de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, incluindo as provenientes do México. Essa decisão, que entra em vigor a partir de agora, ocorre apesar do TMEC e das negociações bilaterais em andamento. O México, que exporta mais de 20 bilhões de dólares em aço […]
O governo dos Estados Unidos implementou um imposto de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, incluindo as provenientes do México. Essa decisão, que entra em vigor a partir de agora, ocorre apesar do TMEC e das negociações bilaterais em andamento. O México, que exporta mais de 20 bilhões de dólares em aço e alumínio para os EUA anualmente, ainda avalia sua resposta, com a presidente Claudia Sheinbaum optando por não retaliar imediatamente com tarifas sobre as exportações americanas.
Sheinbaum afirmou que a decisão final sobre possíveis represálias será tomada até 2 de abril e que os secretários de Economia e Fazenda manterão diálogos com seus homólogos americanos. Essa postura contrasta com a da União Europeia e do Canadá, que já anunciaram tarifas recíprocas. O empresariado mexicano, por sua vez, permanece em silêncio sobre as novas tarifas, lembrando que em 2018 já enfrentou um impacto de mais de 2 bilhões de dólares devido a medidas semelhantes.
O México é o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, atrás apenas do Canadá, e em 2024, as exportações mexicanas para o mercado americano ultrapassaram 6,5 bilhões de dólares, representando 80% de suas vendas internacionais. No entanto, o país também importa mais aço especializado dos EUA do que exporta, resultando em um saldo favorável para os americanos de 6,8 bilhões de dólares. Essa dinâmica é uma das estratégias que o secretário de Economia, Marcelo Ebrard, usará nas negociações para tentar isentar o México das novas tarifas.
Especialistas alertam que as tarifas podem afetar toda a cadeia produtiva das indústrias de construção e automotiva em ambos os países. A medida pode gerar volatilidade nos mercados e até uma possível recessão nos EUA. O governo mexicano, ao invés de represálias, busca uma solução negociada, enfatizando o superávit comercial que os EUA têm com o México. A estratégia de Sheinbaum é priorizar o diálogo, embora o cenário atual indique que as concessões por parte de Trump são improváveis, já que ele busca fortalecer a indústria siderúrgica americana e conter a concorrência do aço chinês.
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