A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma queda significativa, com a desaprovação superando a aprovação pela primeira vez neste mandato, segundo pesquisa do Ipsos-Ipec. A pesquisa revelou que 41% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo, um aumento em relação aos 34% de dezembro. A aprovação caiu […]
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma queda significativa, com a desaprovação superando a aprovação pela primeira vez neste mandato, segundo pesquisa do Ipsos-Ipec. A pesquisa revelou que 41% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo, um aumento em relação aos 34% de dezembro. A aprovação caiu para 27%, refletindo uma insatisfação crescente entre a população, especialmente entre evangélicos e moradores das regiões Sul e Sudeste.
O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo comentou sobre a situação política do Brasil, afirmando que o país caminha para uma ingovernabilidade. Em entrevista ao UOL News, ele destacou que a relação entre os Três Poderes está desajustada e que a atual configuração política se assemelha a um parlamentarismo sem ônus. Cardozo questionou se algum presidente conseguiria sair bem avaliado em um cenário tão conturbado.
Para tentar reverter essa má avaliação, Lula decidiu trocar a equipe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), nomeando Sidônio Palmeira para o cargo. Durante uma reunião com assessores, Palmeira apresentou um novo slogan, “Brasil dando a volta por cima”, e enfatizou a importância de comunicar os números do governo de forma clara e acessível. Ele pediu que os ministros utilizassem dados concretos para ilustrar as ações do governo, como a redução da fome e o aumento de profissionais de saúde.
A pesquisa também revelou que a confiança em Lula caiu para 40%, enquanto 58% dos entrevistados afirmaram não confiar no presidente. A insatisfação popular é atribuída a fatores como a alta dos preços dos alimentos e a crise gerada por rumores sobre a taxação de operações com o Pix. O governo enfrenta desafios significativos na comunicação e na gestão de crises, o que tem impactado negativamente a imagem do presidente e suas perspectivas políticas futuras.
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