O ex-jogador e empresário Gerard Piqué prestou depoimento nesta sexta-feira no Tribunal de Instrução nº 4 de Majadahonda, como parte da investigação sobre sua atuação nas negociações que levaram a Supercopa da Espanha para a Arábia Saudita. Piqué, que chegou ao tribunal vestido de terno e sorridente, evitou fazer declarações à imprensa, mas, durante o […]
O ex-jogador e empresário Gerard Piqué prestou depoimento nesta sexta-feira no Tribunal de Instrução nº 4 de Majadahonda, como parte da investigação sobre sua atuação nas negociações que levaram a Supercopa da Espanha para a Arábia Saudita. Piqué, que chegou ao tribunal vestido de terno e sorridente, evitou fazer declarações à imprensa, mas, durante o depoimento, afirmou que sempre atuou como agente da Arábia Saudita, negando ter recebido comissões da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). Ele expressou sua dor emocional, afirmando que o caso afetou sua reputação.
A investigação se concentra em possíveis ilegalidades nos contratos firmados entre a RFEF e a entidade saudita Sela Sports, com Piqué atuando como intermediário através de sua empresa Kosmos. O contrato, assinado em 2019, previa um pagamento de 40 milhões de euros anuais à RFEF e uma comissão de 4 milhões de euros para a Kosmos, que, segundo a acusação, teria sido uma prática irregular. Piqué defendeu que a operação era comum no mercado e que sua intervenção foi legítima.
Os documentos da investigação indicam que a UCO (Unidade Central Operativa) da Guarda Civil considera Piqué uma figura central na negociação, que ocorreu enquanto ele ainda era jogador do FC Barcelona. A Supercopa, que tradicionalmente era realizada na Espanha, passou a ser disputada na Arábia Saudita a partir de 2020, após um acordo que garantiu um total de 320 milhões de euros para a RFEF até 2029. A defesa de Piqué argumenta que a adição de cláusulas ao contrato original foi feita em um contexto de confiança com a RFEF.
A juíza Delia Rodrigo já havia solicitado comissões rogatórias a países como Andorra e República Dominicana para investigar ativos financeiros relacionados ao caso. A acusação inclui práticas de corrupção e administração desleal, ligadas ao ex-presidente da RFEF, Luis Rubiales. A investigação continua a apurar a legalidade das transações e a relação entre Piqué e a RFEF, enquanto o ex-jogador clama por sua inocência e lamenta o impacto negativo que o processo teve em sua imagem pública.
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